Num estudo liderado pela Universidade Politécnica de Macau (UPM) entrevistaram-se cerca de 1.500 utilizadores dos edifícios e profissionais de construção para se procurar saber quais são os equipamentos inteligentes que mais interessam implementar nos edifícios. Em parceria com a Universidade Politécnica de Hong Kong e a Universidade de Keele do Reino Unido, o estudo pretende ser um contributo para o desenvolvimento de novos edifícios inteligentes nas cidades da Grande Baía.
A Universidade Politécnica de Macau (UPM) desenvolveu estudos interdisciplinares sobre edifícios inteligentes, envolvendo profissionais de construção e utilizadores dos edifícios. Analisando “o grau de atenção e aceitação das várias características inteligentes por parte das diferentes partes interessadas”, o objectivo do estudo foi de “aumentar a eficiência na concepção, construção e gestão dos edifícios”, indicou aquela instituição académica em nota.
To Wai Ming, professor da Faculdade de Ciências de Gestão da UPM, em conjunto com académicos da Universidade de Hong Kong, da Universidade Politécnica de Hong Kong e da Universidade de Keele do Reino Unido, realizaram três estudos, entrevistando cerca de 1.500 utilizadores de edifícios e profissionais de construção. O estudo procurou “encontrar as técnicas para optimizar a concepção do sistema de gestão e a aplicação da ciência e tecnologia, através da exploração do grau de importância que os utilizadores e o sector da construção atribuem ao desempenho dos edifícios inteligentes”.
Dos resultados dos estudos, ficou-se a saber que a monitorização de segurança, a ventilação e o funcionamento de elevadores eléctricos são os três equipamentos inteligentes mais apreciados pelos utilizadores dos edifícios, ao passo que o sector da construção dá prioridade à simplicidade de operação, segurança e função de recuperação dos equipamentos inteligentes. As condições de conveniência, a facilidade de uso e a praticabilidade são factores-chave que influenciam a decisão dos profissionais sobre a configuração de equipamentos inteligentes, revelou ainda o mesmo estudo.
De acordo com os responsáveis da iniciativa, o estudo permite que os profissionais de construção conheçam as necessidades dos utilizadores, para além de ter ficado demonstrada “a importância da inclusão de pontos de vista diferentes entre as partes interessadas no processo de concepção: através da optimização contínua da concepção para aumentar o apoio e a compatibilidade da tecnologia, o sistema dos edifícios inteligentes automatizados e de baixo consumo de energia ajuda a criar um modelo de desenvolvimento de uma cidade sustentável”.
A mesma nota da UPM sublinhou que “os edifícios inteligentes, bem concebidos, trazem segurança, conforto e conveniência para a vida humana, melhorando, ao mesmo tempo, a saúde, o bem-estar e a produtividade, criando uma ecologia comunitária de benefício mútuo entre o ser humano e a natureza, contribuindo para a eficiência social e a optimização ambiental. Todo o ciclo de vida de um edifício, desde a sua construção e adaptação, até ao seu funcionamento e manutenção, deve ser cuidadosamente pensado na fase inicial do planeamento e concepção, a fim de garantir a operação sustentável dos edifícios inteligentes”.
Inteligência Verde na Grande Baía
To Wai Ming, o académico responsável pelo estudo, salientou que “a integração da sabedoria das tecnologias inovadoras nos edifícios verdes pode ajudar a poupar energia, recursos hídricos e materiais de construção com maior eficiência e escala”, e assim “transformar Macau numa cidade sustentável”. Para o estudioso, a realização de estudos sobre cidades inteligentes na Zona da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau faz com que “o conceito dos edifícios inteligentes seja valorizado e adoptado por mais pessoas, de modo a concretizar conjuntamente o conceito de redução de emissões de carbono”. “A Zona da Grande Baía implementa políticas relacionadas com a protecção ambiental e o desenvolvimento sustentável, promovendo a construção ecológica”, destacou a nota, acrescentando que, do mesmo modo, “o Governo da RAEM promove o conceito de desenvolvimento de uma cidade inteligente com condições ideais de vida, e aproveita plenamente as tecnologias de ponta, para concretizar a gestão inteligente de comunidade, elevar o nível de vida dos residentes e promover o desenvolvimento da diversificação económica de Macau”.
Nos últimos anos, a UPM tem organizado, de forma contínua, seminários temáticos e concursos sobre a aplicação de infra-estruturas de comunidades inteligentes, tais como “Infra-estruturas e Tecnologias Aplicadas de Comunidades Inteligentes”, “Conversas com Personalidades Sino-Lusófonas”, “O Papel do IPv6 na Construção e Desenvolvimento do 5G” e “Concurso de Tecnologias da Informação em Macau”, referiu ainda o mesmo comunicado.











