UM junta-se a outras universidades na construção de aliança de investigação oceânica  

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A ideia passará, a grosso modo, por aprofundar a cooperação em áreas como partilha de recursos, investigação científica, desenvolvimento de talentos, inovação e serviço comunitário. Um total de 19 universidades e institutos de investigação influentes no campo da ciência oceânica na China, Portugal, Brasil, Angola e Moçambique aderiram à aliança, através da qual aprofundarão a cooperação em áreas como inovação tecnológica e desenvolvimento de talentos.

 

A Universidade de Macau (UM) juntou-se a 19 universidades e institutos de investigação influentes no campo da ciência oceânica na China, Portugal, Brasil, Angola e Moçambique que aderiram à aliança, através da qual aprofundarão a cooperação em áreas como inovação tecnológica e desenvolvimento de talentos, anunciou a instituição de ensino superior em nota de imprensa.

A cerimónia de criação da Aliança de Investigação Oceânica China-Países de Língua Portuguesa iniciada UM, bem como a primeira reunião do conselho executivo da entidade, decorreu recentemente online. Mais de 70 representantes de universidades e institutos membros da aliança na China e países de língua portuguesa participaram no evento. A aliança visa reunir as forças e recursos de pesquisa dos seus membros no campo da ciência oceânica e promover o intercâmbio e a cooperação em áreas afins entre a China e os países de língua portuguesa.

Na sua declaração, o reitor da UM, Yonghua Song, afirmou que a universidade “alavancou o papel da RAEM como ponte entre a China e os países de língua portuguesa na promoção do estabelecimento da aliança para a construção de uma comunidade de futuro partilhado para a humanidade no domínio oceânico”. No futuro, considera o académico, “a aliança dedicar-se-á a aumentar a cooperação entre universidades e institutos da China e dos países de língua portuguesa no campo da ciência oceânica”. Desse modo, “os membros da aliança também aprofundarão a cooperação em áreas como compartilhamento de recursos, pesquisa científica, desenvolvimento de talentos, inovação e serviço comunitário”.

O português Rui Martins, vice-reitor da UM, foi quem deu início ao primeiro Simpósio de Investigação e Educação Oceânica da China e Países de Língua Portuguesa. Vários especialistas de renome da China e de países de língua portuguesa proferiram palestras durante o evento. Entre eles incluíram-se Chen Dake, director do Laboratório de Engenharia e Ciência Marinha do Sul de Guangdong (Zhuhai); José Victor-Santos, presidente do Laboratório de Robótica e Sistemas de Engenharia (LARSyS), Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa; Dai Minhan, professor titular da Faculdade de Ciências do Oceano e da Terra da Universidade de Xiamen; Ettore Apolónio de Barros, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, no Brasil; e Cai Wenju, cientista-chefe de pesquisa da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth (CSIRO) Oceans & Atmosphere.

Marcaram ainda presença Xu Jie, vice-director-geral do Gabinete de Assuntos de Hong Kong, Macau e Taiwan do Ministério da Ciência e Tecnologia da China; Wang Antao, chefe da Terceira Divisão de Cooperação Internacional do Departamento de Cooperação Internacional do Ministério de Recursos Naturais da China; João Nuno Calvão da Silva, presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP); Che Weng Keong, chefe do Departamento de Tecnologia do Gabinete de Desenvolvimento Económico e Tecnológico da RAEM; Huang Shengbiao, vice-chefe do Departamento de Assuntos Económicos do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central da RAEM, e Ip Kuai Lam, membro da Comissão Administrativa do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Macau.