Menor de 14 anos denuncia assédio sexual cometido por advogado num bar

Uma menor de 14 anos terá sido vítima de assédio sexual praticado por um advogado local de 46 anos. Segundo divulgou o Corpo de Polícia de Segurança Pública, o suspeito terá tentado seduzir a jovem tocando-lhe nas costas após terem estado num bar. Os seus actos provocaram uma altercação com dois amigos da menor, e um deles chegou a agredir o advogado. O advogado está acusado também de injúria por ter ofendido os agentes policiais com linguagem obscena durante a investigação.

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O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) deteve um residente de 46 anos, advogado de nacionalidade chinesa, por suspeitas de ter praticado assédio sexual a uma menor de 14 anos. Segundo o relato, o homem terá tocado a jovem nas costas, na manhã do passado domingo, junto à paragem de táxis da Avenida Dr. Sun Yat-Sen, depois de terem estado num bar na Doca de Pescadores. Na conferência de imprensa de ontem, a polícia recusou-se divulgar o apelido do advogado, uma vez que, segundo indicaram as autoridades, seria fácil de o identificar.

Segundo o relato da queixosa, depois de sair do bar com dois amigos maiores de idade, e enquanto estavam à espera de um táxi, um homem aproximou-se de repente e tentou falar com ela, levando-lhe bebidas com álcool. Posteriormente, o advogado acabou por esticar o braço e tocar a jovem nas costas. Os amigos da jovem tentaram afastar o homem de imediato, o que levou a que os três começassem a discutir, sendo que um dos amigos da menor, com 18 anos, ter-se-á envolvido em agressões com o advogado, conforme informou a polícia.

Ficando incomodada e sentindo-se alvo de assédio sexual, a aluna do ensino secundário decidiu pedir ajuda à polícia. Os dois envolvidos nas agressões foram posteriormente transferidos para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para se submeterem a um exame médico.

Durante a investigação no local, segundo o CPSP, o advogado dirigiu palavras ofensivas aos agentes policiais, e continuou a usar linguagem obscena mesmo depois de os agentes o terem alertado.

Após ter sido levado para a esquadra, o suspeito confirmou que tinha estado no mesmo bar e que tinha consumido várias bebidas com álcool, alegando que já não se recordava do que se tinha passado. No entanto, negou ter praticado actos de assédio sexual à menor e ofendido os agentes policiais.

O caso foi encaminhado para o Ministério Público, podendo o homem enfrentar as acusações de crimes de abuso sexual de crianças, de injúria agravada e de ofensa à integridade física.

 

Empregada doméstica entregou-se após furto no local de trabalho

Num outro caso detalhado na conferência de imprensa de ontem, uma empregada doméstica de 39 anos, oriunda da Indonésia, foi detida por suspeita de furto de bens da casa onde trabalhava. A ex-empregadora declarou um prejuízo superior a 310 mil patacas.

De acordo com a Polícia Judiciária (PJ), a suspeita começou o trabalho na referida família no início de Março e, já no final do mesmo mês, a empregadora descobriu que um par de brincos de diamantes da filha tinha desaparecido. Perante a situação, a trabalhadora negou ter furtado a joia e, alguns dias depois, disse ter encontrado os brincos num canto de casa.

A queixosa ficou desconfiada e demitiu-a no final do mês passado, no entanto, verificou que tinha também ficado sem 310 mil patacas em dinheiro e uma mala de luxo. Na investigação, a PJ apurou que a empregada tinha um registo de penhora de brincos numa casa de penhores no NAPE. Posteriormente, a suspeita entregou-se à polícia e admitiu ter furtado a joia e o dinheiro e já tinha perdido todo o montante nas apostas, mas negou o furto da mala de luxo.