Dez meses depois, autores dos ciberataques aos Serviços de Saúde ainda não foram identificados

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Em Maio do ano passado, os Serviços de Saúde sofreram um ataque informático de larga escala, que afectou o sistema do código de saúde, da marcação da vacinação contra a Covid-19 e dos testes de ácido nucleico. Passados dez meses, as autoridades ainda não identificaram os autores do ciberataque.

 

No início de Maio do ano passado, o sistema informático dos Serviços de Saúde foi alvo de sucessivos ciberataques ao longo de vários dias. Estes ataques informáticos afectaram o funcionamento do sistema do código de saúde, de marcação da vacinação contra a Covid-19 e do teste de ácido nucleico. O caso foi, então, entregue à Polícia Judiciária (PJ) que instaurou um processo para investigar a situação. A PJ disse ao PONTO FINAL que o caso foi transferido para o Ministério Público (MP) em Janeiro deste ano. Já o MP indicou que ainda não foram apurados os responsáveis pelo crime.

O MP apenas explicou ao PONTO FINAL que “foi apurado que os ataques foram provenientes de endereços IP de diversos países e regiões, cujos autores ainda não foram identificados”.

As autoridades policiais avançaram logo na altura que se tratava de um ataque proveniente “do exterior”. Dias depois do ciberataque, Wong Sio Chak, secretário para a Segurança, confessou as dificuldades que as autoridades sentem na resolução deste tipo de crimes: “Se as forças de segurança têm dificuldades no combate a este tipo de criminalidade? Sim, temos dificuldades porque é um crime transfronteiriço, o que nos traz dificuldades na investigação, pois temos de fazer recolha de provas transfronteiriças e há muitos procedimentos necessários que devem ser seguidos, mas a polícia está a fazer esses trabalhos de forma contínua”.

O secretário indicou ainda que as autoridades de Macau deviam reforçar os esforços no combate a este tipo de criminalidade pois as questões de cibersegurança estão relacionadas com matérias de segurança nacional. “É difícil de combater e fazer a investigação neste tipo de casos. Este combate à criminalidade online é cada vez mais comum e por isso temos que, através da lei da cibersegurança e do centro de cibersegurança, reforçar a nossa capacidade no combate a essa criminalidade, sendo que a cibersegurança está ligada à segurança nacional e à estabilidade social”. Wong Sio Chak também lamentou as dificuldades de cooperação internacional no combate a este tipo de crime.

Na altura, os Serviços de Saúde emitiram uma nota onde diziam que “esta acção tem um objectivo direccionado que visa afectar o combate à epidemia e os serviços destinados ao público”, condenando “de forma veemente” os ciberataques. O Governo garantiu, no entanto, que não houve fuga de informações relacionadas com os utilizadores.

 

PONTO FINAL