Devido à suspeita de prática de crueldade contra animais, um residente foi detido por ter colocado armadilhas no terraço da sua casa para apanhar pássaros. O homem relatou às autoridades policiais que começou a apanhar aves há alguns meses, uma vez que as suas plantas em casa tinham sido danificadas pelas mesmas. Negando ter consumido os animais, o detido disse que os pássaros apanhados foram deixados nos caixotes de lixo da rua.
Após o caso de maus tratos a animais que tirou a vida a um gato no início deste mês, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) anunciou novamente a detecção de um caso suspeito de violação da Lei de protecção dos animais, tendo detido um residente de 63 anos que terá cometido o crime de crueldade contra animais, neste caso, contra pássaros.
Na habitual conferência de imprensa da polícia, as autoridades policiais revelaram que foram recebidas cinco queixas nos últimos dois meses sobre a descoberta de armadilhas para animais nas imediações do Jardim de Lou Lim Ioc, tendo sido encontradas aves feridas no local nos dois casos.
Durante a investigação, a polícia suspeitava inicialmente que alguém tivesse colocado armadilhas no jardim para apanhar animais. No entanto, o CPSP recebeu mais uma queixa da queda de um pombo branco apanhado por uma armadilha na mesma zona, o que levou a polícia a descobrir que as armadilhas estariam colocadas nos prédios adjacentes.
De acordo com as informações divulgadas, o CPSP deteve o suspeito no passado domingo, que trabalha como taxista e mora sozinho numa fracção do último andar de um edifício antigo perto do jardim. Nas buscas ao seu domicílio, foram apreendidas mais 12 armadilhas para animais, incluindo nove dentro da casa e três no terraço, bem como um balde branco de plástico com algumas penas de pássaros. O chão do terraço do apartamento tinha também penas e manchas de sangue, supostamente de aves, segundo a polícia.
Após ser detido, o indivíduo alegou às autoridades que estava perturbado com um problema dos roedores, pelo que adquiriu via online 40 armadilhas no ano passado por centenas de patacas, e utilizou restos de comida e carne como isco para apanhar ratos no seu terraço. O residente relatou posteriormente que tinha começado a caçar pássaros há alguns meses, uma vez que as suas plantas em casa tinham sido danificadas pelas aves.
Quanto aos pássaros capturados, como pombos selvagens, o homem disse que foram embalados em sacos de plástico juntamente com armadilhas e deixados em grandes contentores de lixo nas proximidades. O residente afirmou que não tinha comido os pássaros que apanhou, e que se tinha esquecido do número exacto de aves capturadas.
Segundo o CPSP, uma vez apanhados nas armadilhas, os pássaros não tinham hipótese de sobreviver já que sangravam abundantemente e não recebiam tratamento.
Considerando haver fortes indícios de abuso, as autoridades encaminharam o caso para o Ministério Público, podendo o indivíduo enfrentar acusações de crime de crueldade contra animais.
Residentes alvo de esquemas de serviço sexual
Noutro caso relevado, a Polícia Judiciária (PJ) disse na conferência de imprensa que recebeu mais duas denúncias de burla num esquema de prestação de serviço sexual. Um queixoso não registou nenhum prejuízo num deles, enquanto o outro terá perdido mais de 12 mil patacas.
De acordo com o porta-voz da PJ, os dois casos também tiveram como alvo residentes que tinham conhecido uma amiga numa plataforma de redes sociais, em Outubro do ano passado e em Fevereiro deste ano, respectivamente.
Conforme a denúncia do lesado de 35 anos, a amiga online combinou com ele um encontro no passado fim-de-semana, alegando que podia prestar-lhe serviços sexuais pelo custo de mil patacas por uma hora. Imediatamente antes do encontro, o queixoso recebeu, no entanto, uma chamada da amiga, a pedir o pagamento de uma “caução do serviço”. O residente acabou por aceitar esse requisito e comprou vales-oferta, numa loja de conveniência, avaliados em 12.336 patacas, tendo enviado mais tarde os códigos dos vales à mulher.
Apesar de ter pago a “caução do serviço”, segundo divulgou a PJ, o lesado recebeu novamente um telefonema de um desconhecido, que falava em mandarim, a solicitar 20 mil patacas como “dinheiro de garantia” para que pudesse receber os serviços sexuais, e ainda o ameaçou que ia a sua casa caso não realizasse o pagamento. Com receio da ameaça, o lesado decidiu pedir ajuda e apresentar uma queixa às autoridades. A PJ indicou que os dois casos suspeitos de burla já foram entregues ao departamento de investigação para acompanhamento.
PONTO FINAL











