O Museu Poly MGM vai apresentar uma nova fase da sua exposição “Silk Roads Beyond Borders” este sábado. Esta nova fase vai contar com novas obras-primas europeias, um raro tapete persa e experiências imersivas inovadoras. “A exposição oferece agora ao público uma narrativa ainda mais rica e abrangente do intercâmbio cultural euro-asiático ao longo da Rota da Seda”, diz o museu.
As novas aquisições são apresentadas em conjunto com o acervo original do museu. Este novo capítulo da exposição destaca a “posição singular de Macau como ponto de encontro entre o Oriente e o Ocidente”, apresentando um “diálogo vibrante entre a arte, o artesanato e a inovação chineses e europeus”.
Com o apoio do Consulado Geral de Itália em Hong Kong e Macau, serão apresentadas na Ásia pela primeira vez duas obras do século XVIII de mestres da Escola Veneziana: O Molo do Bacino di San Marco, de Canaletto (Giovanni Antonio Canal), e Ca’ Foscari e Palazzo Balbi no Grande Canal, de Michele Marieschi. Emprestadas pela Fundação Paolo e Carolina Zani, de Itália, estas pinturas a óleo sobre tela “captam a prosperidade de Veneza como um importante entroncamento na Rota da Seda”, descreve o museu.
“As duas obras expostas apresentam com delicadeza a prosperidade de Veneza como porto de transbordo das mercadorias da Rota da Seda que entravam na Europa. Expostas ao lado de seda chinesa, porcelana e outros artefactos, ilustram vivamente os processos históricos através dos quais as Rotas da Seda facilitaram o intercâmbio cultural”, lê-se no comunicado de imprensa enviado pela MGM, acrescentando que a exposição justapõe ainda estas obras-primas com Cidade Dourada, uma representação moderna de Veneza pelo artista franco-chinês Zao Wou-Ki, “criando um diálogo através dos séculos e ressaltando a singular importância cultural de Macau como plataforma para o intercâmbio sino-ocidental”.
Outro destaque desta nova fase é a adição de um célebre Tapete Farahan com Padrão Herati, proveniente do Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa, Portugal. Está exposto ao lado do próprio Tapete do Trono com Padrão de Dragão do MGM.
“Ao comparar os materiais, os motivos e as técnicas de tecelagem destes dois tapetes, os visitantes obtêm uma compreensão intuitiva do fluxo bidireccional da arte têxtil ao longo das Rotas da Seda — e de como as tradições artesanais do dia-a-dia reflectem séculos de intercâmbio estético entre as civilizações chinesa e ocidental, enriquecendo ambas as tradições”, assinala a nota do museu.
Além dos novos artefactos, vão ainda ser adicionadas experiências interactivas, aprofundando o envolvimento dos visitantes através de narrativas multimédia e programação imersiva.












