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      Retorno do concurso de fotografia da CURB traz vida à arquitectura através da presença humana

      Lançada a quinta edição do Concurso de Fotografia de Arquitectura de Macau, desta vez desafiando fotógrafos profissionais e amadores a captarem a relação entre as pessoas e os espaços que habitam. Sob o tema “Pessoas na Arquitectura”, a iniciativa da instituição cultural CURB – Center for Architecture and Urbanism pretende mostrar como a presença humana dá vida e significado às estruturas construídas, com candidaturas abertas até 3 de Maio.

      A arquitectura não se esgota nas suas linhas, materiais ou volumes. Ganha o seu verdadeiro sentido quando nela entram as figuras que lá habitam. Será esta a premissa que orienta a quinta edição do Concurso de Fotografia de Arquitectura de Macau, organizado pelo CURB – Center for Architecture and Urbanism, que volta a desafiar fotógrafos de todos os níveis a olhar para a cidade através de uma lente humanizada.

      Com o tema “Pessoas na Arquitectura”, a competição procura imagens que revelem como os espaços são moldados pelas interacções quotidianas, pelos movimentos, pelos momentos de pausa ou de encontro. Além do habitual registo das fachadas, monumentos ou interiores, pretende-se congelar a forma como a vida humana transforma o espaço construído num lugar com significado, carácter e emoção, dentro das quatro linhas do enquadramento.

      O concurso está dividido em duas categorias, sendo esses os recorrentes Grupo Aberto e Grupo Estudante. No primeiro, podem participar todos os residentes de Macau com identificação válida, incluindo trabalhadores não residentes e titulares de visto de estudante. No segundo, é necessário estar matriculado numa instituição de ensino secundário ou superior, local ou no estrangeiro.

      Cada participante pode submeter até três fotografias originais, em formato JPEG ou TIFF, com resolução mínima de dois megapixéis. As imagens devem ser entregues até 3 de Maio de 2026, através do formulário disponível no site oficial da competição. É exigido que os ficheiros sejam nomeados segundo uma estrutura específica que inclui o número da entrada, o nome do autor, o título da foto, o local e a data da captura.

      Os vencedores serão conhecidos no dia 30 de Maio, numa cerimónia de entrega de prémios. O júri, composto por cinco elementos ligados à organização e a parceiros institucionais, avaliará as obras com base na criatividade, qualidade técnica e originalidade. Em cada categoria serão distinguidos três primeiros classificados, além de até dez menções honrosas.

      Os prémios em dinheiro variam consoante o grupo. No Grupo Aberto, o primeiro lugar recebe três mil patacas, o segundo duas mil e o terceiro mil patacas. No Grupo Estudante, os valores são de mil e quinhentas para o primeiro colocado, mil patacas para o segundo e quinhentas patacas para o terceiro lugar. Todos os premiados receberão certificados e as suas obras farão parte de uma exposição colectiva na galeria do espaço criativo Ponte 9, nos estaleiros navais.

      A organização sublinha que as imagens não devem conter marcas de água, legendas ou qualquer tipo de identificação do autor, garantindo assim uma avaliação cega e imparcial. São também excluídas fotografias que tenham sido previamente premiadas ou que estejam sujeitas a restrições de direitos de autor. Embora os participantes mantenham a totalidade dos direitos sobre as suas imagens, ao submeterem os trabalhos concedem ao CURB uma licença perpétua para reprodução em contexto institucional e de arquivo.

      Desde a sua criação, em 2022, o concurso tem registado uma adesão crescente. Ao longo de quatro edições, já contou com 688 participantes e reuniu 1611 trabalhos a concurso, demonstrando o interesse da comunidade pela relação entre fotografia, cidade, arquitectura e património.

      O CURB é uma instituição sem fins lucrativos dedicada à investigação e divulgação nas áreas da arquitectura e do urbanismo. Actua como plataforma de intercâmbio entre o meio académico, a sociedade civil e as instituições públicas, sendo também responsável pela organização do Open House Macau, o primeiro do género em território asiático.