Ao longo da última década, Macau assistiu ao envelhecimento acelerado da sua população. No fim do ano passado, 15,3% da população total do território tinha 65 ou mais anos. Em 2015, essa percentagem estava nos 9%. Os dados do ano passado foram divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).
No fim do ano passado, a população considerada idosa, ou seja, as pessoas com 65 ou mais anos de idade, estava nos 105.200, correspondendo a 15,3% do total da população do território. A informação foi divulgada ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) nas estatísticas demográficas referentes ao ano passado.
Analisando os dados oficiais desde 2015, verifica-se que a percentagem da população idosa de Macau aumentou 6,3 pontos percentuais na última década. Há dez anos, a percentagem de pessoas com 65 anos ou mais estava nos 9%. Em 2024, a percentagem estava nos 14,6%, ou seja, em um ano a população idosa aumentou 0,7 pontos percentuais.
A população jovem, entre os 0 e os 14 anos, também encolheu. No fim de 2025 estava nos 11,7%, enquanto em 2024 estava nos 12,5%. No entanto, quando comparado com a percentagem de há dez anos, a diferença é ligeira: em 2015, a percentagem de jovens estava nos 11,9%.
Os dados agora divulgados pela DSEC mostram também que, no fim do ano passado, a população total da RAEM era composta por um total de 688.900 pessoas, o que demonstra um crescimento ligeiro de 0,1% face ao final de 2024.
A tendência de envelhecimento da população que se tem vindo a notar na última década deverá continuar. Aliás, nas Linhas de Acção Governativa para 2025, O Lam, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, anteviu que até 2041 a população idosa irá representar quase 25% do total da população da RAEM. Segundo as previsões do Governo, em 2029, Macau vai entrar numa fase de “superbaixa natalidade”, o que vai ter implicações na força laboral, no ensino e na distribuição dos recursos, assumiram as autoridades.
Segundo as mais recentes estatísticas da DSEC, em 2025 registaram-se 2.870 nados-vivos. Observaram-se, porém, 2.424 óbitos. Analisando por causas antecedentes de morte, o número de óbitos mais elevado deveu-se a tumores malignos, seguindo-se o de óbitos por doenças do coração e o de doenças cerebrovasculares. Só no quarto trimestre de 2025 foram registados 740 nados-vivos e 594 óbitos.
Quanto ao movimento da população, no ano passado, o número de indivíduos do interior da China recém-chegados à RAEM titulares de Salvo-Conduto Singular (3.768) e o número de indivíduos a quem foi concedida nova autorização de residência na RAEM (1.352) aumentaram 90 e 278, respectivamente, em termos anuais. No último trimestre do ano passado, havia 1.033 indivíduos do interior da China recém-chegados à RAEM titulares de Salvo-Conduto Singular e foi concedida nova autorização de residência na RAEM a 174 indivíduos.











