Presidenciais: Ásia e Oceânia foram porto seguro para Seguro

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António José Seguro foi eleito Presidente da República de Portugal conseguindo, na segunda volta das presidenciais, o dobro dos votos de André Ventura na votação global. No entanto, de entre os resultados dos portugueses emigrados no estrangeiro, Seguro só venceu na região da Ásia e Oceânia. Ventura ficou foi o mais votado na Europa, América e África.

António José Seguro venceu a segunda volta das eleições presidenciais portuguesas e foi eleito Presidente da República. Na votação global, Seguro obteve mais de 3,4 milhões de votos (66,8%) e André Ventura cerca de 1,7 milhões (33,1%). Apesar de Seguro ter obtido o maior número de votos de sempre em eleições para Presidente da República e conseguido perto do dobro dos votos de Ventura, os portugueses emigrados no estrangeiro preferiram o candidato apoiado pelo Chega, só com uma excepção: a Ásia e Oceânia.

Os portugueses no estrangeiro deram, então, a vitória a Ventura, que teve cerca de 42 mil votos (51,8%) contra os 39 mil (48,1%) de António José Seguro. Na Europa, o candidato de extrema-direita conseguiu 50,7% dos votos, enquanto o apoiado pelo Partido Socialista obteve 49,2%. No continente americano, a vitória de Ventura foi bem mais folgada: 59,7% para Ventura; 40,3% para Seguro. Em África, André Ventura teve 54,7% dos votos, enquanto António José Seguro reuniu a preferência de 45,2%.

Na Europa, destaque para a vitória de Ventura junto dos emigrantes portugueses em França e na Suíça, com 64% e 71%, respectivamente. Nas Américas, Brasil, Venezuela, Estados Unidos da América e Canadá, por exemplo, também deram a vitória a Ventura, com 58%, 69%, 50% e 66%, respectivamente. O país responsável pela vitória de Ventura em África foi a África do Sul, com uma vitória com mais de 90%.

VITÓRIA AMPLA DE SEGURO NA ÁSIA E OCEÂNIA

Na região da Ásia e Oceânia, Seguro obteve uma vitória ampla: 62,8% contra 37,2%. Começando por analisar os resultados do Consulado de Macau, António José Seguro conseguiu 934 (66,57%) votos dos portugueses no território, enquanto André Ventura teve 429 (30,57%), havendo ainda 32 votos em branco e 8 nulos. Foram às urnas em Macau 1.403 cidadãos portugueses.

Em Macau, o número de votantes nesta segunda volta foi inferior ao registado na primeira. Agora foram às urnas no Consulado português no território 1.403 eleitores, sendo que no primeiro sufrágio foram 2.347, resultando na vitória de Luís Marques Mendes na primeira volta. Macau tem, recorde-se, 57.748 eleitores portugueses inscritos.

No Consulado de Xangai, onde só foram votar 13 portugueses, dez deles preferiram Seguro e três Ventura. Até à hora de fecho da edição, o Consulado de Pequim ainda não tinha divulgado os resultados.

Em toda a região da Ásia e Oceânia, Ventura só conseguiu uma vitória: Israel. Aqui, o candidato do Chega teve 215 votos, enquanto o socialista só teve 67. De resto, Seguro venceu Ventura, na Austrália, Arábia Saudita, Catar, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Índia, Indonésia, Japão, Singapura, Tailândia e Timor-Leste. A vitória mais expressiva de Seguro na Ásia foi em Singapura, onde conseguiu 80 votos contra apenas sete de Ventura.

Esta segunda volta das presidenciais realizou-se porque no primeiro escrutínio nenhum candidato teve maioria absoluta, o que fez com que os dois mais votados disputassem agora a eleição.

Seguro vai tomar posse no dia 9 de Março deste ano. Marcelo Rebelo de Sousa vai despedir-se do cargo dez anos depois de ter iniciado funções. Conforme a Constituição portuguesa, cada mandato presidencial tem a duração de cinco anos, sendo permitida uma reeleição, mas não para um terceiro mandato consecutivo.