O Grand Emperor Hotel perdeu um dos símbolos mais emblemáticos da sua decoração. As barras de ouro incrustadas no chão do ‘lobby’ do hotel foram vendidas por cerca de 99,7 milhões de dólares de Hong Kong, meses após o encerramento do casino-satélite que operava neste espaço. A venda acontece num momento em que o valor do ouro tem registado máximos históricos consecutivos.
As barras de ouro embutidas no átrio do Grand Emperor Hotel foram retiradas e vendidas por cerca de 99,7 milhões de dólares de Hong Kong. Numa declaração apresentada anteontem à Bolsa de Valores de Hong Kong, o Emperor justifica a decisão com a renovação do espaço e o fortalecimento da “posição financeira” do grupo, recentemente fragilizado com o encerramento do casino-satélite a si associado.
Como refere o Emperor na declaração, as barras de ouro faziam parte da decoração do átrio do hotel há mais de duas décadas, contribuindo para a “atmosfera sumptuosa e resplandecente” do casino que existia no interior. A notícia do súbito desaparecimento dos 79 quilos de ouro foi partilhada pelos próprios clientes nas redes sociais, no final de Janeiro, embora a empresa ainda não se tivesse pronunciado quanto ao sucedido.
No documento de quarta-feira, lê-se que a decisão aconteceu após o encerramento das operações de jogo, às 23h59 do dia 30 de Outubro. Desde então, “o grupo tem vindo a planear activamente outras instalações de entretenimento e diversão para melhorar a sua experiência global de hospitalidade e alargar a base de receitas”. A área que correspondia ao casino vai agora ser “renovada e remodelada”, pelo que as barras de ouro “que originalmente faziam parte do design interior e do equipamento do hotel já não são relevantes para o futuro tema do hotel”, que ainda não foi divulgado ao público.
Por outro lado, num momento em que o preço do ouro atinge novos máximos históricos, o Emperor reconhece uma “boa oportunidade” para “desbloquear o valor do metal precioso”, o que permitirá à empresa “economizar despesas de segurança e seguro” associadas à manutenção das barras. “As receitas líquidas reforçarão a posição financeira do grupo e permitirão que este invista caso surjam oportunidades de investimento atractivas”, explicita o comunicado.
Consideradas as despesas de transporte e purificação, o Emperor diz esperar receber “um ganho de aproximadamente 90,2 milhões de dólares de Hong Kong” com a transacção. A empresa compradora é identificada como a Haraeus Metals Hong Kong Limited, uma subsidiária da Haraeus Limited.
O casino do Grand Emperor Hotel, sob a licença de jogo da SJM, encerrou as suas operações no final de Outubro do ano passado. Recorde-se que o Governo tinha concedido um período máximo de três anos para o encerramento dos casinos-satélite da região, período esse que terminava a 31 de Dezembro de 2025. Em alternativa, os espaços de jogo teriam de passar a ser explorados directamente pelas concessionárias.
As receitas do casino do Grand Emperor declinaram nos seis meses anteriores ao seu encerramento. Segundo o portal GGRAsia, os dados compilados até 30 de Setembro indicavam um decréscimo de 17,7% face às receitas do ano anterior – ou seja, um prejuízo de 57,4 milhões de dólares de Hong Kong.
Para além do Grand Emperor Hotel, que continua em funcionamento após o casino ter fechado portas, o Emperor Entertainment opera ainda um segundo hotel em Macau: o Inn Hotel, localizado na ilha da Taipa.











