A taxa de desemprego global da região subiu 0,1 pontos percentuais para 1,8% no período de Outubro a Dezembro do ano passado, indicam os dados divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). A taxa de desemprego exclusiva dos residentes locais, por sua vez, manteve-se inalterada nos 2,3%.
A taxa de desemprego global da RAEM está nos 1,8%, registando um aumento de 0,1 pontos percentuais no período entre Outubro e Dezembro de 2025, indicam os dados mais actualizados divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Apesar deste ligeiro aumento, a taxa de desemprego exclusiva dos residentes locais manteve-se nos 2,3%.
Esta taxa representa menos de metade do registado no terceiro trimestre de 2022 (4%), o valor mais alto desde 2006, quando Macau tentava ultrapassar a crise económica causada pela pandemia de Covid-19. Nos primeiro e segundo trimestres de 2025, a taxa de desemprego global da região chegou a estar nos 1,9%.
Os dados da DSEC mostram que o sector que mais perdeu trabalhadores no período em análise foi o da construção. Esta área registou menos cerca de 2.300 trabalhadores em comparação com o período entre Setembro e Novembro do ano passado, ou seja, 9,4%.
Em sentido contrário, o sector da restauração ganhou cerca de 700 trabalhadores, ou seja, 3,4% do total. A hotelaria também viu crescer o número dos seus trabalhadores em 2,7%.
As estatísticas da DSEC também mostram que a taxa de actividade se manteve nos 67,2%. A taxa de subemprego também continua nos 1,5%. A população activa está actualmente nos 386.100 enquanto a população empregada é cerca de 379.300. A população subempregada está agora nos 5.900 e a população desempregada nos 6.800.
A DSEC também fez as contas à mediana do rendimento mensal do emprego. A nível global, a mediana dos salários subiu 300 patacas no último trimestre do ano passado para 17.300 patacas. Observando os dados apenas referentes aos residentes, a mediana dos salários manteve-se constante nas 20 mil patacas. Há um ano, contudo, a mediana do rendimento mensal do trabalho estava nos 18 mil em termos globais e nos 20.500 para os residentes.
A nota de imprensa da DSEC diz ainda que, de acordo com as estimativas preliminares dos registos de migração, o número médio de residentes da RAEM e trabalhadores não residentes, que trabalhavam na RAEM mas viviam no exterior, foi estimado em cerca de 109.500 no período de referência. A mão-de-obra total, composta por estes indivíduos e pela população activa que vivia na RAEM (386.100), era de 495.600 pessoas, mais 700, face ao período anterior.
O âmbito estatístico deste inquérito ao emprego, explica a DSEC, engloba todas as unidades de alojamento da Península de Macau, da Taipa e de Coloane. Excluem-se as unidades de alojamento colectivas, nomeadamente, dormitórios escolares e lares de terceira idade. O objecto estatístico abrange os indivíduos que residem naquelas unidades, não estando incluídos os residentes locais, nem os trabalhadores não residentes que trabalham na RAEM mas residem no exterior.











