Hospital das Ilhas vai passar a gerir urgências ainda em Janeiro

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

O Hospital das Ilhas vai assumir a gestão do Posto de Urgência das Ilhas até ao final deste mês, substituindo os Serviços de Saúde. No entanto, os serviços de ambulância continuam excluídos, dado que muitos serviços de emergência do hospital “ainda estão em desenvolvimento”, justificou Lei Wai Seng, subdirector da instituição.

A operação do Posto de Urgência das Ilhas vai passar para o Hospital das Ilhas até ao final deste mês, depois de mais de um ano desde a inauguração dessa instituição médica em Coloane. O Posto de Urgência, que se localiza no rés-do-chão do Edifício do Hospital Geral do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas – Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital, funciona actualmente sob a gestão dos Serviços de Saúde.

Lei Wai Seng, subdirector do Hospital das Ilhas, indicou que a instituição está pronta para assumir a responsabilidade pelo funcionamento das Urgências, tendo concluído os trabalhos preparatórios, incluindo o recrutamento e formação de pessoal e transição do sistema, que demoraram seis meses.

Em declarações à Rádio Macau em língua chinesa, Lei Wai Seng salientou que os serviços de urgência vão manter o modelo de funcionamento actual. Ou seja, não vão prestar serviços de ambulâncias, uma vez que “muitos serviços de emergência do Hospital ainda estão em desenvolvimento”, disse o responsável.

Neste caso, se os residentes precisarem de chamar uma ambulância do Corpo de Bombeiros para serviços de emergência, serão ainda transportados para o Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário ou Hospital Kiang Wu, situados na Península de Macau.

O posto continuará assim a prestar apenas serviços de emergência de consulta externa. “Para certos serviços como grandes operações cirúrgicas, ou para condições críticas e cuidados intensivos, tais como doenças cardíacas e acidente vascular cerebral, que requerem um canal verde para tratamento imediato, ainda não temos condições totais para lançar os serviços. Portanto, não vamos responder a serviços de ambulâncias por enquanto, e pedimos a compreensão do público”, frisou o também médico.

Por outro lado, Lei Wai Seng destacou que o Hospital das Ilhas continua a recrutar pessoal em resposta às necessidades de cuidados de saúde dos residentes e ao futuro desenvolvimento do sector médico.

O Hospital tem agora 710 funcionários e espera que o número suba aos 900 até ao final deste ano. Segundo o responsável, a prevista expansão de equipa centrar-se-á em profissionais de saúde, incluindo enfermeiros, médicos e técnicos clínicos. A instituição pretende ainda atingir um total de 1.200 funcionários até ao final do próximo ano.

Lei Wai Seng garantiu que a contratação de profissionais dará prioridade aos residentes locais, mas acrescentou que podem ser recrutados, no “momento oportuno”, médicos especialistas ou pessoal técnico do exterior.

Admitindo dificuldades em recrutar médicos especialistas, Lei Wai Seng apontou que o Hospital tem contratado médicos do interior da China, ao mesmo tempo que se dedica à formação de jovens médicos de Macau, na esperança de estes profissionais locais poderem passar a trabalhar em especialidades após seis anos da formação de residência médica.