Com a aproximação das celebrações de fim de ano, os Serviços de Saúde emitiram um conjunto de recomendações para ajudar os residentes a prepararem as suas viagens e a prevenirem doenças transmissíveis, como a gripe e gastroenterites. As medidas destacam a importância da vacinação atempada, da higiene pessoal e ambiental, e da vigilância do estado de saúde.
À medida que os feriados do Natal se aproximam, período tradicional de aumento das viagens e reuniões familiares, os Serviços de Saúde (SS) apresentaram as suas recomendações de saúde pública. O objectivo é aumentar a consciência dos residentes sobre a necessidade de adoptar medidas preventivas contra doenças transmissíveis, como a gripe e a gastroenterite, cujo risco de propagação aumenta significativamente nesta época.
A preparação antes de viajar para qualquer outra região é considerado o primeiro e mais crucial passo. Os SS aconselham os residentes a avaliarem o seu estado de saúde e a informarem-se sobre a situação epidemiológica no destino, incluindo a existência de surtos de doenças. A vacinação é fortemente recomendada, com especial atenção aos prazos necessários para o desenvolvimento de imunidade. Por exemplo, a vacina contra a febre-amarela, que é obrigatória para viajar para certas regiões, requer cerca de 10 dias para produzir anticorpos eficazes, enquanto a vacina da gripe sazonal necessita de duas a três semanas. Os SS salientam a importância de um planeamento com antecedência, tendo em conta a data da partida, e sugerem que os viajantes preparem um kit básico que inclua máscaras e desinfectantes em quantidade suficiente.
Durante a viagem, as medidas preventivas devem ser mantidas. Para evitar infecções respiratórias, é aconselhado o uso de máscara em locais com muita afluência ou pouca ventilação, assim como a prática da etiqueta respiratória, como cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel ou com o cotovelo ao tossir ou espirrar. Na prevenção da gastroenterite, os SS recomendam a escolha de restaurantes com boas condições de higiene, o consumo de alimentos bem cozinhados e de água engarrafada de origem confiável ou fervida, evitando sempre alimentos crus.
Para viagens que incluam actividades ao ar livre ou destinos tropicais, os SS emitem alertas específicos. É fundamental evitar o contacto com animais selvagens, como aves, morcegos ou camelos, para prevenir zoonoses como a gripe aviária. Em regiões onde os mosquitos são um vector de doenças, é recomendado o uso de roupa de cor clara, de manga comprida e calças, complementado com a aplicação de repelente nas zonas expostas do corpo.
Os SS reforçam ainda a necessidade de uma auto-monitorização rigorosa da saúde, tanto durante a viagem como após o regresso a Macau. O aparecimento de sintomas como febre, tosse, erupções cutâneas, vómitos ou diarreia deve levar a uma consulta médica imediata, sendo fundamental informar o profissional de saúde sobre o histórico de viagem e contactos recentes.
Para assegurar uma divulgação alargada destas mensagens, os SS estão a trabalhar em colaboração com o Corpo de Polícia de Segurança Pública, a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água e a Autoridade de Aviação Civil. Esta cooperação interdepartamental visa reforçar a informação disponível nos postos fronteiriços terrestres, terminais marítimos e no Aeroporto Internacional de Macau.











