Os Serviços de Saúde defendem a importância do rastreio regular e vacinação para a prevenção do cancro do colo do útero. Nesse sentido, revelaram que o respectivo programa de vacinação gratuita já recebeu mais de 40 mil mulheres, com uma taxa de vacinação superior a 95% entre as residentes com 13 anos de idade entre 2022 e 2024. O organismo acrescenta que, em Macau, tanto a incidência como as taxas de mortalidade por cancro do colo do útero diminuíram 30% nos últimos anos.
O programa de vacinação contra o cancro do colo do útero, que foi lançado pelo Governo em 2013, já recebeu mais de 40 mil residentes do sexo feminino até Outubro deste ano, avançam os Serviços de Saúde. Com o programa, as residentes com idade inferior a 18 anos podem receber vacinas contra o HPV de forma gratuita e, segundo o organismo, a taxa de vacinação para residentes com 13 anos de idade entre 2022 e 2024 já ultrapassou os 95%.
Assinalou-se ontem o Dia de Acção para a Eliminação do Cancro do Colo do Útero, ocasião em que as autoridades renovaram o apelo para o público realizar exames regulares e a vacinar-se para a prevenção desta doença.
Os Serviços de Saúde apontam que o cancro do colo do útero tem estado entre os dez tipos de cancro que mais afectam as mulheres em Macau, representando uma ameaça contínua à saúde feminina.
Admitindo a necessidade de elevar a sensibilização para o cancro e reforçar a prevenção e o controlo relevantes, os Serviços de Saúde dizem ter promovido serviços de rastreio e vacinação, que têm sido “eficazes”. O organismo aponta que a incidência e mortalidade por cancro do colo do útero “diminuíram significativamente” em 30% nos últimos anos em Macau, fazendo com que este tipo de cancro passasse de quinto lugar na lista dos cancros mais comuns entre as mulheres em Macau para o oitavo lugar em 2023.
A análise mostra ainda que a taxa de incidência padronizada por idade diminuiu de 7,0 por 100.000 mulheres em 2014 para 5,6 por 100.000 mulheres em 2023, enquanto a taxa de mortalidade padronizada por idade caiu de 2,0 por 100.000 mulheres em 2014 para 0,5 por 100.000 mulheres em 2023. “Os dados demonstram plenamente a notável eficácia das políticas de prevenção e dos esforços de controlo do cancro do colo do útero em Macau”, salienta o Executivo.
Em 2023, segundo o relatório mais actualizado dos Serviços de Saúde, Macau registou um total de 75 novos casos do cancro do colo do útero e verificou três óbitos, com uma taxa de mortalidade bruta de 0,8 por 100.000 mulheres.
O cancro do colo do útero é um tumor maligno derivado do crescimento de forma descontrolada das células. Normalmente, o corpo consegue eliminar as células anormais e o colo do útero volta ao normal. No entanto, por vezes isso não acontece e as células anormais podem evoluir para o cancro. Segundo um estudo global, o papilomavírus humano, ou seja, HPV, é o único factor explícito que causa o cancro do colo do útero, e quase 100% do cancro do colo do útero está relacionado com a infecção contínua do vírus HPV de alto risco.
Os Serviços de Saúde afirmam que o cancro do colo do útero é uma doença evitável e, actualmente, as medidas mais eficazes de prevenção e controlo do cancro do colo do útero, reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), são a vacinação e realização periódica do exame de rastreio.
Numa nota publicada ontem, o organismo salienta o facto de que o rastreio do cancro do colo do útero, através do exame de Papanicolau, é disponível em 14 postos de serviços, incluindo centros de saúde e três instituições médicas sem fins lucrativos que iniciaram uma cooperação com o Governo em 2009, nomeadamente o Centro Médico das Mulheres da Associação Geral das Mulheres de Macau; três clínicas dos Operários da Federação das Associações dos Operários de Macau; e o Centro Médico Son Vo da Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau.
Os Serviços de Saúde frisam ainda que serão organizados no próximo fim-de-semana “Postos de Consulta sobre Saúde Física e Mental das Mulheres” em 11 locais do território, com consultas de saúde no local, jogos interactivos e exposições informativas, a fim de reforçar a sensibilização para a autogestão da saúde das mulheres.











