O Banco Asiático de Desenvolvimento aprovou ontem um apoio de 3,4 milhões de euros para melhorar estradas no município de Ermera, no centro de Timor-Leste, e ligar as comunidades rurais aos mercados.
O apoio, dado através do Fundo de Desenvolvimento Asiático, visa melhorar um “corredor rodoviário de 11 quilómetros que liga comunidades rurais a mercados e serviços essenciais, ao mesmo tempo, que protege as infraestruturas contra risco climáticos”, pode ler-se num comunicado divulgado pela instituição.
O projecto vai reabilitar a infraestrutura rodoviária entre Ermera e Fatubessi, na zona centro do país, e também fortalecer a capacidade institucional da Direção-Geral das Estradas, Pontes e Controlo de Cheias do Ministério das Obras Públicas. “Este projecto capacita as comunidades rurais a manterem-se ligadas aos mercados, serviços essenciais e meios de subsistência. Ao reforçar a capacidade do Governo para planear e manter infraestruturas resilientes ao clima, estamos a abri caminho para uma Ermera mais segura e resiliente”, afirmou a diretora do ABD em Timo-Leste, Stefania Dina.
Segundo o comunicado, o projeto apoia o “compromisso de Timor-Leste de reforçar a conectividade de transportes, com o objetivo de capacitar as comunidades, melhorar o acesso a serviços e reduzir os riscos climáticos e os desastres”.
Timor-Leste negoceia empréstimo de 64,5 milhões de euros para modernizar estradas
O Governo de Timor-Leste autorizou ontem a negociação de um empréstimo com o Banco Asiático de Desenvolvimento de 64,5 milhões de euros para modernizar estradas e pontes no leste do país. Segundo um comunicado divulgado após uma reunião do Conselho de Ministros, o projecto, com um orçamento de 84,8 milhões de dólares prevê modernizar 42 quilómetros da estrada nacional entre Lospalos e Iliomar e reabilitar três pontes localizadas entre Baucau e Lautém.
O projecto prevê também o fortalecimento da resiliência climática em seis sucos (conjunto de aldeias), localizados entre Lospalos e Iliomar, vulneráveis a inundações e secas. O projecto será “financiado maioritariamente através de um empréstimo concessional de 75 milhões de dólares e de uma subvenção de 3 milhões de dólares do Banco Asiático de Desenvolvimento”, pode ler-se no comunicado.
O Governo salienta, com base numa análise macroeconómica e fiscal, que o financiamento não vai comprometer a estabilidade orçamental, nem a sustentabilidade da dívida pública timorense, que se “mantém em níveis prudentes e abaixo do limite de referência internacional”. “Além disso, o custo efetivo do total dos empréstimos existentes é inferior ao retorno estimado do Fundo Petrolífero de Timor-Leste, o que assegura que o recurso a este financiamento se mantém economicamente vantajoso e sustentável, contribuindo para a realização de investimentos estratégicos sem pôr em causa o equilíbrio das contas públicas”, acrescenta o Governo timorense. Lusa











