Fu Hong planeia abertura de uma cantina comunitária

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A Associação de Reabilitação Fu Hong de Macau está a planear abrir uma “cantina comunitária”, projecto que pode criar postos de emprego para pessoas com deficiência. O plano foi anunciado por Jennifer Chao, directora executiva da Fu Hong, na segunda-feira.

Segundo a Associação, citada pelo Jornal Chengpou, o refeitório fornecerá refeições a preços acessíveis para grupos vulneráveis, estando também aberto ao público em geral, de forma a promover a interacção comunitária.

Jennifer Chao salientou que o projecto irá funcionar com um modelo “orientado para o mercado e combinado com serviços sociais”. “Esperamos transmitir carinho através da comida. Pretendemos procurar criar mais oportunidades de emprego para pessoas com deficiência, a fim de melhorar a sua qualidade de vida. Por outro lado, vamos incentivar os grupos necessitados, tais como os idosos que vivem sozinhos, pessoas em recuperação de doenças mentais e famílias monoparentais, a envolverem-se com a comunidade, para os conectar a outros serviços sociais, conforme necessário”, explicou.

Contudo, Jennifer Chao confessou que o projecto ainda enfrenta dificuldades, sendo que o maior obstáculo reside na obtenção de instalações adequadas para a sua operação. A responsável espera que o Governo forneça apoio através de políticas, disponibilizando lojas públicas não aproveitadas, nomeadamente as unidades no rés-do-chão de bairros sociais, para uso por empresas sociais a preços acessíveis, contribuindo para o desenvolvimento sustentável dos serviços sociais.

A directora lembrou que a Associação tem acumulado anos de experiência de operação de empresas sociais, tendo levado a cabo vários projectos como a lavandaria, uma loja de produtos em segunda mão e um estúdio de arte. Assim, está confiante de que o projecto de cantina possa ajudar ainda mais a integração social de pessoas com deficiência.

A Associação de Reabilitação Fu Hong vai realizar, neste fim-de-semana, uma venda de caridade de produtos feita por artistas portadores de deficiência, bem como um ‘Flag Selling Day’, na esperança de angariar 500 mil patacas, valor dedicado ao desenvolvimento de serviços para pessoas com deficiência.