Encerramento de escola de basquetebol em Zhuhai motiva queixas de 70 famílias de Macau

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Mais de 70 famílias de Macau apresentaram queixas às autoridades policiais de Macau e de Zhuhai em relação à recuperação de propinas pré-pagas numa instituição de treino desportivo infantil de Zhuhai, que fechou recentemente as actividades.

Trata-se de uma escola de basquetebol para crianças em Zhuhai, de uma empresa desportiva de Cantão, que, segundo o grupo de pais, terá funcionado durante seis anos sem licença, continuando a aceitar alunos e a cobrar propinas, mas que “anunciou abruptamente o seu encerramento”.

As famílias afectadas realizaram uma conferência de imprensa na sexta-feira, com acompanhamento de um deputado, para abordar a situação, onde indicaram que o encerramento da instituição deixou os encarregados de educação sem possibilidade de recuperar as propinas pré-pagas superiores a 400.000 renminbis no total.

Citada pela Rádio Macau em língua chinesa, uma família relatou que os seus filhos participaram num curso nesta escola durante três anos, tendo pago, de forma antecipada, 9.000 renminbis no final de Setembro numa campanha de promoção da instituição. Alguns dias depois, esta família disse ter recebido uma mensagem da escola a anunciar o seu encerramento, a informar que os cursos restantes seriam assumidos por uma nova empresa. Os responsáveis da escola em questão ficaram incontactáveis após o anúncio de encerramento.

Segundo o Jornal Ou Mun, alguns encarregados de educação referiram que os seus filhos não tinham frequentado uma única aula antes do encerramento da instituição. A informação aponta que mais de 2.000 famílias foram afectadas, sendo que mais de 70 delas são provenientes de Macau.

Os pais afectados estão a preparar-se para recorrer à justiça para recuperar as suas perdas, e disseram esperar que o Governo de Macau preste ajuda neste incidente, comunicando e coordenando com as autoridades competentes do Continente para a protecção dos direitos dos consumidores.

Até ao momento, a Polícia Judiciária indicou que não há informações disponíveis para divulgar, e o Conselho do Consumidor afirmou que está a acompanhar de perto a situação, mas ainda não recebeu nenhuma reclamação.