Sessões de emparelhamento facultaram milhares de vagas de emprego a jovens residentes

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As várias sessões de emparelhamento de emprego organizadas pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) nos meses de Julho e Agosto disponibilizaram milhares de vagas de emprego à população residente de Macau, sobretudo aos jovens e recém-graduados. Em resposta a uma interpelação escrita do deputado Lei Chan U, o director substituto da DSAL sublinha que “a prioridade de emprego dos residentes” e “a situação de emprego dos jovens em Macau” são assuntos prioritários para o Governo da RAEM.

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) informou que, entre Julho e Agosto deste ano, foram facultadas milhares de vagas de emprego aos jovens de Macau através das várias sessões de aconselhamento, emparelhamento e recrutamento organizadas ao longo do Verão.

Os dados constam num documento de resposta a uma interpelação escrita do deputado Lei Chan U, em que este questionava o Governo sobre o ponto de situação das medidas criadas para a promoção de emprego entre a população local, sobretudo aquela pertencente a faixas etárias mais jovens. Na sua interpelação, o deputado começou por recordar que o relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o ano de 2025 referia que seria dada “prioridade aos residentes no acesso ao emprego”, ao mesmo tempo que se controlaria, “de forma dinâmica, o número de trabalhadores não residentes”.

Lembrou, também, que o Governo manifestou concordância com as sugestões apresentadas nas reuniões da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos da Administração Pública da Assembleia Legislativa, que estipulavam “a restrição da autorização de importação de trabalhadores não residentes nos sectores da restauração das empresas de lazer e da venda a retalho, com vista a liberar postos de trabalho para os residentes locais”.

Lei Chan U referiu que, apesar dos diversos planos de estágios lançados pelo Governo, destinados a elevar a experiência profissional dos jovens de Macau, “a dificuldade em arranjar emprego é ainda grande”. “Os novos postos de trabalho, especialmente os de alta qualidade, não conseguem satisfazer as necessidades dos residentes e, mesmo que a taxa de desemprego se mantenha num nível baixo, a qualidade do emprego da população não melhorou significativamente”, sublinhou.

Apresentados estes pontos, o deputado remeteu então duas perguntas ao Governo. Na primeira, questionava quais os resultados dos estudos efectuados pela Comissão de acompanhamento da contratação de trabalhadores não residentes, fundada em 2010, e os planos de que esta dispõe para o futuro.

Em relação a esta pergunta, o director substituto da DSAL, Chan Chon U, garantiu que “os assuntos tais como a prioridade de emprego dos residentes, a necessidade dos recursos humanos por parte das empresas” e “a situação de emprego dos jovens de Macau continuam a ser as preocupações” da Comissão, que tem realizado visitas dos seus membros às empresas de Macau para se inteirar “da situação real do desenvolvimento e dos recursos humanos das indústrias”.

“No futuro, as necessidades de recursos humanos irão ser ainda o foco de atenção da Comissão, pelo que continuará a escutar e a recolher as opiniões dos diferentes sectores sociais sobre a matéria da contratação de trabalhadores não residentes, com vista a auxiliar o Governo em definir as políticas laborais”, reforçou Chan Chon U.

MILHARES DE OFERTAS DE EMPREGO NOS EVENTOS DE VERÃO DA DSAL

A segunda questão encaminhada ao Governo relacionava-se com o Grupo de Trabalho para a Coordenação da Promoção do Emprego, criado em Maio do presente ano, e ao ponto de situação das “mais de 300 ofertas de emprego” identificadas neste contexto.

O subdirector substituto da DSAL notou que, “na perspectiva das ofertas e emparelhamentos de emprego, foram recolhidos aos sectores de turismo e lazer integrado, da banca e financeiro, da construção civil e instituições educativas diversos postos de trabalhos disponíveis”, abrangendo áreas como o “atendimento ao público, administrativo-logística e técnica”.

A DSAL realizou em Julho deste ano várias sessões de aconselhamento e orientação pré-emprego, de forma a “providenciar emparelhamentos de emprego aos jovens candidatos”. Também a Feira de Emprego para Jovens, no Centro de Convenções e Entretenimento da Torre Macau, proporcionou em meados de Julho outras milhares de ofertas de emprego a jovens recém-graduados, contemplando sectores como turismo, hotelaria, tecnologias de informação e banco e finanças. Cada um destes eventos facultou “mais de 1.100 vagas de emprego”, realçou Chan Chou U, acrescentando que “as entrevistas de recrutamento [contaram] com a participação de cerca de 2.700 interessados”.

No mês de Agosto, destacou-se a “Sessão de recrutamento de grande envergadura para a promoção de emprego”, organizada entre 20 e 22 de Agosto. Segundo um comunicado divulgado na ocasião, o evento atraiu 1.279 pessoas só no primeiro dia e contou com a participação de mais de 50 empresas, que disponibilizaram mais de 1.400 vagas de emprego.