“Polifonia de Jacone” foi a proposta de exposição selecionada para a 61.ª Exposição Internacional de Arte La Biennale di Venezia – Evento Colateral de Macau, China, que vai representar Macau na exposição em Veneza em Maio do próximo ano. Esta exposição, que tem curadoria de Feng Yan e Ng Sio Ieng, acompanha a trajectória criativa do artista Wu Li.
Foi anunciado na sexta-feira que a exposição “Polifonia de Jacone” foi a selecionada para participar na 61.ª Exposição Internacional de Arte La Biennale di Venezia – Evento Colateral de Macau, China. Esta proposta tem como foco o artista Wu Li, cujo nome em português é Jacone.
A proposta tem como curadores Feng Yan e Ng Sio Ieng, que colaboraram com os artistas de Macau, Fok Hoi Seng, O Chi Wai e Lei Fung Ieng. A equipa vai representar Macau na exposição em Veneza, Itália, em Maio do próximo ano.
Esta exposição “constrói um diálogo multifacetado, que transcende tempo e espaço, entre a história e a era contemporânea, em torno da trajectória criativa e das explorações de fusão cultural do artista Wu Li”, explica o Instituto Cultural (IC) numa nota de imprensa. Wu Li estudou teologia em Macau durante o início da dinastia Qing, através da lógica “narrativa polifónica”. O motivo desta exposição relaciona-se com o tema da Bienal deste ano: “Em Tons Menores”.
A proposta, diz o IC, “explora a fluidez e a fusão da cultura, da crença e do espírito num contexto globalizado, realizando caminhos para a compreensão intercultural e a autorreflexão, preservando simultaneamente a singularidade cultural”. Isto “destaca o gene singular de Macau como um centro importante do intercâmbio cultural entre o Oriente o Ocidente”, acrescenta.
O júri escolheu esta proposta devido à sua abordagem, “que toma como ponto de partida a ligação histórica entre Wu Li e Macau”. “Através do seu contexto religioso e cultural, ressoa com o contexto de Veneza, Itália, demonstrando a profundidade académica e a originalidade”, salientam as autoridades, acrescentando que “a proposta não só reflecte a fluidez cultural e o diálogo espiritual, como também destaca a presença histórica e a vitalidade contemporânea do multiculturalismo de Macau”.
Os curadores Feng Yan e Ng Sio Ieng actuam há muito tempo no campo da arte contemporânea, enquanto Fok Hoi Seng, O Chi Wai e Lei Fung Ieng, são jovens artistas de Macau que participaram em várias exposições internacionais e projectos de arte, sendo especialistas na exploração da identidade cultural e do diálogo transregional.
Para fazer a selecção das propostas, o IC convidou curadores ou grupos curatoriais que se distinguiram no Concurso de Propostas de Exposição no âmbito do Projecto de Curadoria Local da Arte Macau: Bienal Internacional de Arte de Macau 2025 a apresentar propostas, recebendo um total de seis candidaturas. O júri era composto pelo crítico de arte Feng Boyi, pelo vice-presidente da Academia de Belas-Artes de Guangzhou, Hu Bin, e pelo representante do IC, Tong Chong. As propostas foram avaliadas com base em critérios como o grau de pertinência em relação ao tema, o conceito curatorial, o carácter visionário, académico, original, inovador e único, exequibilidade e operacionalidade da proposta.












