É inaugurada hoje, pelas 18h30, a exposição “Vai em Frente, o Futuro Brilha”, na Fundação Rui Cunha. Esta mostra de cerca de 50 obras de caligrafia e pintura chinesa prestam homenagem ao mestre Hsing Yun, monge budista e calígrafo que morreu em 2023. A exposição está patente na galeria da Fundação até sábado.
A Fundação Rui Cunha vai ser palco da exposição “Vai em Frente, o Futuro Brilha”, que é inaugurada hoje às 18h30. Esta mostra, que apresente cerca de 50 peças de caligrafia e pintura chinesa, servem de homenagem ao mestre Hsing Yun, monge budista e calígrafo. As obras vão estar expostas até sábado.
Hsing Yun, que morreu em 2023, foi fundador do Centro Budista e desenvolveu e utilizou o “olho do coração” e o “olho do Dharma” para escrever a sua caligrafia única de “um traço”, “na esperança de transmitir compaixão, sabedoria, paz e luz através das suas criações”, descreve a Fundação Rui Cunha na nota de imprensa enviada às redacções.
O Dharma, explica a Fundação, é um “conceito multifacetado que se refere, em grande parte, ao princípio da ordem cósmica, da rectidão, do dever e do caminho para uma existência com sentido, o que no budismo abrange as obrigações morais do indivíduo, a conduta ética e as leis naturais que governam o universo”.
A exposição inclui trabalhos dos alunos de Arte e Literatura do professor Hok-lon Yim, um “jovem e influente calígrafo e pintor de Macau”, que foi convidado pelo Centro Budista Fo Guang Shan para orientar o ensino da caligrafia e pintura a todos os entusiastas, “utilizando o pincel e a tinta para transmitir bênçãos e levar alegria às pessoas”, lê-se na nota de imprensa.
Hsing Yun nasceu em Jiangsu, na China, em 1927, e tornou-se monge noviço aos 12 anos, recebendo ordenação plena em 1941, prosseguindo o seu treino monástico formal orientado desde cedo pelo voto de revitalizar o budismo e semear pelo mundo os ensinamentos do Buda. Em 1949, Hsing Yun deixou a sua terra natal e foi para Taiwan. A partir daí implantou templos nos cinco continentes, cinco universidades, 16 colégios budistas, 20 bibliotecas, duas gráficas, nove galerias de arte, uma clínica médica móvel, a estação de televisão Beautiful Life e um jornal diário bilingue (Chinês/Inglês) – Merit Times -, como meio de aproximar as pessoas ao budismo.
A fundação do Centro Budista de Macau remonta ao início de 1989, quando o mestre Hsing Yun pregou o Dharma em locais públicos de Hong Kong, congregando devotos do território vizinho e também formações espontâneas de grupos provenientes de Macau, para assistirem às palestras. O convite foi então lançado ao mestre Hsing Yun para a enviar discípulos a Macau que pregassem o Dharma, e o próprio veio cá várias vezes, entre 1991 e 2014, realizando palestras, sempre com auditórios lotados.
Em 1996, o Centro foi oficialmente registado como uma organização de caridade sem fins lucrativos pelo Governo, iniciando a sua missão de difundir o Dharma em Macau, seguindo o princípio de “promover o Budismo humanista e construir uma terra pura”. Esta é uma filial da Fo Guang Shan regional e o maior centro budista urbano de Macau.












