O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, afirmou este domingo que a relação entre Pequim e Moscovo é a “mais rica em valor estratégico do mundo”, durante um encontro com o homólogo russo, Serguei Lavrov, em Pequim.
A visita de Lavrov a Pequim seguiu-se a uma deslocação à Coreia do Norte, onde recebeu garantias de apoio por parte de Pyongyang relativamente ao conflito na Ucrânia.
De acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi declarou que, entre as grandes potências, a relação sino-russa é “atualmente a mais estável, a mais madura e a mais rica em valor estratégico”.
O chefe da diplomacia chinesa sublinhou como prioridade a “preparação conjunta dos próximos intercâmbios de alto nível”, o “aprofundamento da cooperação estratégica global” e a “resposta comum aos desafios de um mundo em mudança e turbulento”.
De acordo com o mesmo comunicado, os dois ministros abordaram ainda a situação na península coreana, a crise na Ucrânia, o programa nuclear iraniano e outros assuntos internacionais. “As partes discutiram as relações com os Estados Unidos e a possibilidade de resolver a crise ucraniana de acordo com os princípios da Carta das Nações Unidas (…) Foram discutidas outras questões ‘quentes’, incluindo o conflito israelo-iraniano e a situação na península coreana”, lê-se num comunicado distribuído pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.
Os chefes das duas diplomacias “expressaram a sua satisfação com a dinâmica positiva da interação global russo-chinesa e discutiram em profundidade a agenda bilateral com as prioridades definidas para a cimeira de maio em Moscovo”.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países “confirmaram o firme apoio mútuo em questões relativas aos principais interesses de cada uma das partes, incluindo a defesa da soberania, da integridade territorial e da unidade do Estado com base na sua diversidade regional e étnica”. “As conversações foram construtivas e baseadas na confiança inerente às relações russo-chinesas”, concluiu a diplomacia russa.
A China, aliada diplomática e económica de peso da Rússia, tem afirmado manter uma posição de neutralidade quanto ao conflito na Ucrânia. Pequim não condenou a invasão russa iniciada em 2022, nem apelou explicitamente à retirada das tropas russas. No entanto, os países aliados de Kiev acusam a China de prestar apoio significativo a Moscovo, sobretudo no plano político e económico.













