O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) recebeu uma queixa apresentada pela creche Smart Nursery contra o Instituto de Acção Social (IAS), estando a investigar uma eventual irregularidade administrativa praticada por este organismo numa decisão de suspender a atribuição de apoio financeiro à creche. Segundo revelou Ao Ieong Seong, comissária Contra a Corrupção, a investigação está a ser realizada no âmbito da provedoria de Justiça.
A polémica entre a Smart Nursery e o IAS teve início em Março deste ano, quando o IAS anunciou que iria deixar, a partir de 26 de Agosto, de prestar apoio financeiro à creche e que iria recuperar as respectivas instalações subsidiadas, bem como os equipamentos no seu espaço.
O caso encontra-se agora em processo legal. Como tinha sido adiantado por este jornal, a Smart Nursery criticou a falta de legalidade da acção do IAS e apresentou contestação à decisão. Christiana Ieong, directora da creche, apontou que o IAS nunca explicou o corte de subsídio e “informou, sem falar com a instituição, os pais das crianças que a creche iria fechar”, tendo assim causado a preocupação dos encarregados de educação.
O Tribunal suspendeu a decisão do IAS em Abril e o presidente do IAS interpôs recurso, tendo o Tribunal de Segunda Instância negado provimento ao recurso.
O Zonta Club de Macau, entidade gestora da Smart Nursery, emitiu no domingo um comunicado a saudar a decisão do tribunal e exorta o presidente do IAS a cumprir a decisão do órgão judicial. “Esperamos que o IAS cumpra os seus deveres fundamentais e apoie o funcionamento normal das creches, e não continue a desperdiçar dinheiro público com estes processos desnecessários e a privar as crianças das suas oportunidades de aprendizagem e os pais do seu direito de escolha”, instou.
Por outro lado, quanto à demissão súbita de Su Kun, subchefe da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada e assessor do Gabinete do Secretário para a Economia e Finanças, o CCAC recusou revelar se havia alguma investigação sobre o assunto.
Su Kun demitiu-se em Maio “por motivos pessoais”, segundo o Governo, após a renovação de nomeações dos referidos cargos no final de Março e no início de Abril, respectivamente. Houve especulações de que a sua demissão estaria relacionada com um caso criminal em Hengqin, mas o CCAC não comentou a situação.
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