Número de toxicodependentes registados sofreu aumento de 24,4%

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No ano passado, o número de toxicodependentes no sistema de registo central do Instituto de Acção Social (IAS) aumentou 24,4% para 148. Sete dos toxicodependentes registados tinham menos de 21 anos. A droga mais consumida continuou a ser o ice, mostram os dados divulgados ontem pelas autoridades.

 

 

O número total de toxicodependentes registados em Macau era, no ano passado, 148. Este número revela um aumento de 24,4% em comparação com o ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Acção Social (IAS) na  sessão plenária da Comissão de Luta contra a Droga que se realizou na quarta-feira.

A nota de imprensa sobre a reunião, divulgada ontem à tarde, diz que, do total de 148 indivíduos no sistema de registo central, sete eram jovens com menos de 21 anos. As autoridades indicaram também que o ice continua a ser a droga mais consumida pelos toxicodependentes registados, representando 26,3% do total. Seguem-se os consumidores de canábis, que correspondem a 11,1% do total. O IAS refere ainda que mais de 80% dos toxicodependentes consumiram drogas em Macau e mais de 70% em locais relativamente ocultos, ou seja, em casa própria ou de amigos e em hotéis.

As autoridades assinalaram também que, no futuro, serão desenvolvidos os trabalhos de optimização do sistema de registo central de toxicodependentes, nomeadamente o questionário que é feito, o sistema de participação, a colaboração das unidades de serviço e a realização períodica de estudos temáticos.

Hon Wai, presidente do IAS, afirmou na ocasião que, “com os problemas relacionados com a droga a tornarem-se cada vez mais complicados, os desafios colocados aos trabalhos de luta contra a droga são diferentes em relação aos dos anos anteriores”, acrescentando que espera que a comissão “continue a apresentar opiniões e sugestões, por forma a apoiar o Governo da RAEM não só na definição e implementação do plano geral de políticas antidrogas, mas também no incremento da cooperação entre os serviços de combate à droga, em prol da garantia da segurança da sociedade”.

Além disso, “tendo em conta que a sociedade tem estado preocupada com os malefícios causados aos jovens pelo uso de novas drogas em cigarros electrónicos”, o grupo de trabalho convidou os Serviços de Saúde para organizar sessões temáticas, no intuito de abordar a alteração da lei de controlo do tabagismo. Os pareceres, depois de ser organizados e analisados pela comissão, serão enviados para os serviços competentes como referências para a alteração da lei.

Ainda assim, no relatório da criminalidade referente ao primeiro trimestre deste ano, divulgado na quarta-feira, Wong Sio Chak assinalou um decréscimo dos crimes relacionados com droga, de 15 para 12 casos nos primeiros três meses, “continuando a manter-se uma tendência de baixa taxa de ocorrência”, assinalou. Neste âmbito, o secretário para a Segurança sublinhou que o Conselho Executivo já concluiu a discussão sobre o projecto legislativo, que prevê aditar à tabela anexa à lei 20 novas substâncias regulamentadas pela Organização das Nações Unidas, assim como outros quatro tipos de substâncias que ainda não estão sujeitas a controlo, entre as quais o “petróleo espacial”. Wong Sio Chak espera que o diploma seja analisado e apreciado em Junho pela Assembleia Legislativa.