Comissão da CEM pede estabilidade da rede eléctrica em Macau após apagão na Península Ibérica

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FOTOGRAFIA GONÇALO LOBO PINHEIRO

A Comissão de Ligação CEM-Clientes (CLC) alerta para a necessidade de rever a estabilidade da rede eléctrica do território, tendo em conta o exemplo do apagão histórico em Portugal e Espanha no final do mês passado.

À margem de uma reunião regular ontem da CLC, Vong Kok Seng, presidente da Comissão, revelou que a Companhia de Electricidade de Macau (CEM) planeia avançar com a substituição de equipamentos envelhecidos em alguns edifícios em Macau, e que durante o projecto serão implementadas interrupções de fornecimento de electricidade. Admitiu, entretanto, que o projecto deverá enfrentar “certos desafios” devido às dificuldades na coordenação com os proprietários de unidades sobre o horário de corte da electricidade.

Vong Kok Seng, citado pelo Jornal Ou Mun, explicou que as instalações comerciais preferem as interrupções durante as horas não comerciais, ou seja, nas horas nocturnas depois do trabalho, mas os agregados familiares solicitam sempre que as interrupções sejam feitas durante o dia. “Será difícil chegar a um consenso embora a CEM comunique com as partes interessadas e solicite consentimento das mesmas antes das obras”, indicou.

Segundo Vong, a CEM assegurou que tentará encurtar a duração das interrupções e explorará opções energéticas alternativas para reduzir o impacto na vida dos moradores. A CEM adiantou que, nesta fase, as obras serão apenas realizadas em determinados edifícios, bairros ou unidades individuais, em vez de toda a cidade.

A CEM, além disso, garantiu estar “bem preparada” perante as possíveis temperaturas elevadas e o aumento da procura de electricidade este ano. “Actualmente, Macau adopta um ‘mecanismo triplo’, de aquisição de energia, suplementação fotovoltaica e auto-geração de electricidade, para assegurar que a sua capacidade de produção e distribuição de energia é suficiente para fazer face ao pico de consumo de energia”, sublinhou. A empresa acrescentou que foram concluídos os trabalhos preparatórios sobre o fornecimento estável de energia eléctrica na Zona A dos Novos Aterros, onde está prevista a chegada de moradores no segundo semestre deste ano.

 

C.C.