Casos de varicela mais que duplicam em relação ao ano passado

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O número de casos de varicela tem aumentado significativamente desde o mês de Abril, de acordo com os dados divulgados pelos Serviços de Saúde sobre doenças transmissíveis de declaração obrigatória. Se, no início de Abril, a média semanal rondava os 12 casos, na semana passada ascendeu aos 23 casos – mais do dobro da média de dez casos semanais calculada no período homólogo do ano passado.

Esta subida abrupta deveu-se, em parte, a um caso de infecção colectiva por varicela na Escola Secundária Pui Ching, que afectou um total de 21 pessoas. Os alunos em questão começaram a manifestar sintomas como erupções cutâneas e pequenas bolhas na cabeça, nos membros, nas costas e no peito desde o início de Maio, tendo sido submetidos a tratamento médico sem desenvolver complicações graves.

Apesar de a maioria dos pacientes ter sido vacinada com uma dose do vírus, os Serviços de Saúde frisam, em comunicado, que este caso em particular resultou de uma “infecção disruptiva” – isto é, quando um indivíduo vacinado adoece pela mesma doença que a vacina deveria prevenir. Nestes casos, os sintomas são geralmente ligeiros, atípicos e de menor duração. Após terem sido notificadas, as autoridades de saúde inspeccionaram o local e reforçaram a comunicação com o estabelecimento em causa, de modo a garantir que as medidas de controlo de infecção e as normas de suspensão escolar estavam a ser cumpridas.

No total, desde o início do ano e até à passada terça-feira, foram registados 195 casos de varicela em Macau – um número superior ao do período homólogo do ano passado em 90 casos. Cerca de três quartos dos infectados são crianças, a maioria com idades compreendidas entre os oito e os 17 anos.

Como relembram os Serviços de Saúde em comunicado, a varicela é uma doença infecciosa aguda e altamente contagiosa, sobretudo quando aparecem as primeiras erupções cutâneas. A varicela ocorre predominantemente em crianças com idades compreendidas entre os cinco e os dez anos e pode manifestar-se durante todo o ano, sendo prevalente no Inverno e na Primavera. Para além da vacinação, a manutenção de uma boa higiene pessoal e ambiental é essencial à prevenção da doença.