Aeroporto de Macau registou 1,85 milhões de passageiros até final de Março

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A Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau afirma estar “satisfeita” com o actual crescimento do número de passageiros e de voos. A empresa prevê que no primeiro trimestre do ano o aeroporto da cidade tenha recebido 1,85 milhões de passageiros, um aumento de 3% em termos anuais. Recorde-se que o aeroporto avançou uma estimativa de 8,5 milhões de passageiros ao longo de 2025. Já o sismo recente “não causou grande impacto” nas viagens à Tailândia, garantiu a empresa.

 

O número de passageiros que passaram pelo Aeroporto de Macau deverá registar um aumento de 3% em termos anuais nos primeiros três meses deste ano. A Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) antecipa que os movimentos de passageiros tenham atingido 1,85 milhões até Março, e os voos aumentarão 1,5% em relação ao ano passado, correspondente a 14.000 voos.

A CAM disse estar “satisfeita” com o acréscimo e espera que o volume de passageiros e de voos mantenha um crescimento gradual nos próximos meses. À margem de um evento da empresa que decorreu no domingo, Eric Fong, director do Departamento de Desenvolvimento de Mercado da CAM, referiu que 26 companhias aéreas estão a operar 43 rotas no Aeroporto Internacional de Macau, providenciando mais de 1.200 voos por semana.

De acordo com a Rádio Macau em língua chinesa, Eric Fong revelou a estrutura geral do mercado de passageiros com base nos dados recolhidos até Janeiro, sendo que os visitantes do interior da China representaram 46% do total, seguidos pelos visitantes do Sudeste e Nordeste Asiático, que ocuparam 37%. Foram registados 100.000 visitantes internacionais, um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano transacto.

Eric Fong acrescentou que há actualmente seis a oito voos diários de ida e volta com ligações à Tailândia e a taxa de ocupação nos voos está sempre fixada num valor igual ou superior a 70%.

A CAM referiu estar a acompanhar de perto a situação na Tailândia e no Myanmar após o sismo forte e a comunicar com o sector, mas prevê que o impacto nas viagens não irá ser grande. “Já comunicámos com as agências de viagem, o impacto, para já, não é grande, porque se trata de um acidente, toda a gente não quer que aconteça, vamos estar atentos aos voos correspondentes durante o período da Páscoa. Os planos das companhias aéreas preveem, por agora, que o número de voos seja estável”, explicou.

Recorde-se que a CAM fez uma estimativa no início do ano de que o volume de passageiros em 2025 possa atingir os 8,5 milhões, com um total de 65 mil movimentos de voos e um volume de carga de 113 mil toneladas. A empresa disse ter feito a previsão com base nos novos planeamentos das companhias aéreas para este ano, com um aumento de rotas e voos.

Eric Fong, nesse âmbito, indicou que haverá uma adesão de novas companhias aéreas no Aeroporto de Macau este ano, sendo que a Jeju Air planeia reabrir em Maio a rota para Jeju, na Coreia do Sul. Para além disso, vão existir voos entre Macau e Cheongju, também na Coreia do Sul, esperando-se que os respectivos voos possam começar depois da Páscoa e antes das férias de Verão. Já a Vietnam Airlines pretende abrir em Macau a rota da ilha de Phu Quoc ainda este ano.

A CAM, além disso, espera que sejam criados centros de serviços aeroportuários do Aeroporto Internacional de Macau em Shekou (Shenzhen), Zhongshan e Zhuhai no segundo semestre deste ano.

Por outro lado, a EVA Air, companhia aérea sediada em Taiwan, e a Air Macau assinaram um acordo de Codeshare (código partilhado) dos voos e iniciaram a cooperação no domingo. A este respeito, Eric Fong apontou que a medida vai facilitar os passageiros que viajam para a Europa e para os Estados Unidos através da escala em Taiwan, com bagagens enviadas directamente de Macau para o destino.

Adiantou que a CAM recebeu até ao momento a notificação de sete companhias aéreas sobre o ajuste dos requisitos de transporte ou utilização de ‘power banks’, mas assegurou que o controlo de segurança no aeroporto “continua com o processo normal”.

 

Air Macau proíbe ‘power banks’ com capacidade superior a 160Wh

 

A Air Macau vai proibir a colocação de ‘power banks’ na bagagem de porão, bem como a utilização dos mesmos aparelhos durante o voo. As medidas vão entrar em vigor a partir da próxima terça-feira, 8 de Abril, estabelecendo ainda orientações sobre as potências de ‘power banks’ que os passageiros podem trazer para bordo. Neste caso, serão proibidas ‘power banks’ cuja capacidade exceda 160Wh (watts-hora) ou que não estejam clarificadas as potências. Já os carregadores portáveis com capacidade entre 100Wh e 160Wh estão limitados a um máximo de dois por passageiro e devem ser aprovados pelo pessoal do balcão de ‘check-in’. As ‘power banks’ com menos de 100Wh de capacidade podem ser transportadas a bordo sem declaração.