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      Serviços como a Didi ou Uber provocariam “conflitos sociais” em Macau, defendem taxistas

      Associação de taxistas defende que os serviços de transporte por aplicação, como a Didi ou Uber, são inadequados às características sociais e rodoviárias da RAEM e que impactariam negativamente o sector dos táxis. A alternativa poderá passar pelo desenvolvimento de uma aplicação para chamar táxis, beneficiando tanto passageiros como motoristas.

       

      A Associação dos Profissionais e Operadores de Táxis em Macau voltou a rejeitar a implementação de um serviço de transporte de passageiros por aplicação na região, alegando que empresas privadas como a Didi ou Uber são incompatíveis com as condições sociais e rodoviárias de Macau.

      Em declarações à margem de um evento de Ano Novo Chinês organizado na passada quarta-feira, o presidente da associação, Wong Peng Kei, reiterou que este modelo de transporte resultaria em “conflitos sociais” e que afectaria “seriamente” os meios de subsistência dos taxistas da RAEM. O mesmo responsável argumenta que estes serviços de transportes online, apesar de populares no interior da China, não conseguiriam adaptar-se às condições específicas da região. Por outro lado, o sector dos táxis esteve sempre “ligado” às realidades da sociedade e do ambiente rodoviário de Macau – caracterizado, por exemplo, por estradas estreitas onde nem sempre existem passeios pedonais.

      O impacto deste tipo de plataforma também se estenderia aos cerca de 1.750 táxis existentes em Macau. Enquanto os concursos públicos para a operação de táxis são frequentemente morosos e dispendiosos, a inscrição de um motorista na plataforma Didi não requer pagamento. Como consequência, explica a associação, as licenças para este tipo de serviços de transporte disparariam e provocariam engarrafamentos e constrangimentos no fluxo do trânsito em Macau.

       

      Taxistas admitem criação de aplicação para chamar táxis

       

      Wong Peng Kei reconheceu, no entanto, a necessidade de implementar medidas que facilitem a chamada de táxis em Macau, problema que justificou com o número insuficiente de veículos, o congestionamento do trânsito e as condições das estradas, assim como a inconveniência de chamar um táxi através de um aceno de mão.

      A solução que a associação propõe – e que adianta estar já a discutir com as instituições relevantes – passa pelo desenvolvimento de uma aplicação para chamar táxis, abrangendo motoristas de todos os sectores. Caso o actual número de veículos se revele insuficiente face ao crescente número de turistas em Macau, a associação admite pôr mais licenças de táxi a concurso para satisfazer a procura.

      No último concurso público para a operação de táxis, foram atribuídas licenças a dez empresas para a operação de um total de 500 veículos. O concurso público causou polémica e foi alvo de queixas por alguns dos candidatos, que alegaram falta de transparência do processo. No concurso, quase metade das 40 propostas apresentadas não foram admitidas, e algumas foram aceites e depois rejeitadas.

       

      C.B.

       

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau