Raymond Tam anunciou ontem, na Assembleia Legislativa (AL), que o estudo sobre a viabilidade da extensão da Linha Leste do Metro Ligeiro até ao Posto Fronteiriço Qingmao concluiu que o projecto é viável, apesar dos vários desafios. Este será “um grande passo”, assinalou o secretário para os Transportes e Obras Públicas.
Na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), Raymond Tam adiantou que o estudo preliminar sobre a viabilidade da extensão da Linha Leste do Metro Ligeiro até ao Posto Fronteiriço Qingmao concluiu que o projecto é viável.
Ainda assim, entre as Portas do Cerco e o Posto Fronteiriço Qingmao, “as condições geológicas são complicadas e tecnicamente difíceis”, uma vez que o traçado irá passar por postos fronteiriços e pelo Parque Municipal Dr Sun Yat Sen, ressalvou o secretário para os Transportes e Obras Públicas.
Em Setembro de 2024, soube-se que estava em curso o projecto de estudo sobre a extensão da Linha Leste até Qingmao, um estudo que foi adjudicado à “China Railway Major Bridge Reconnaissance & Design Institute Co., Ltd. (Macao Branch)” por 8,48 milhões de patacas. Foi feito um estudo preliminar referente à construção do túnel com recurso a tuneladora, objecto da extensão da Linha Leste para Oeste até ao Posto Fronteiriço Qingmao.
“O que queremos é que a linha do Metro Ligeiro se estenda a Qingmao. Ainda não temos nome do novo posto, mas a linha vai estender-se a Qingmao. Se conseguirmos concretizar esse objectivo, isso significa que demos um grande passo”, afirmou o governante.
O tema foi levado ao hemiciclo por Leong Sun Iok, que perguntou ao Governo qual o andamento das obras da Linha Leste e como está o estudo sobre a concepção da Linha Oeste. Durante a discussão, a maior parte das questões dos deputados tiveram a ver com os problemas de transbordo do Metro Ligeiro e os métodos de pagamento. O secretário para os Transportes e Obras Públicas pediu que os deputados dessem tempo ao novo Governo para resolver estes problemas.
Durante a discussão, houve também quem pedisse que, após a passagem de um tufão por Macau, o reinício da operação do Metro fosse mais célere. Raymond Tam explicou que a demora na retoma do serviço após os tufões tem a ver com as verificações de segurança da linha, uma vez que objectos podem cair nos carris. O secretário indicou também que, no futuro, o Governo poderá recorrer a tecnologia para encurtar o período de paragem do metro, utilizando drones para averiguar se existem objectos nos carris, poupando recursos humanos.
Sobre os elementos comerciais nas estações, o secretário indicou que na estação da barra as lojas já estão todas arrendadas. “Ao desenvolver outras linhas, vamos ponderar usar outros modelos”, acrescentou Raymond Tam.











