A segunda ronda de candidaturas à Residência para Idosos terminou na semana passada e o Instituto de Acção Social recebeu 483 candidaturas, que envolvem cerca de 600 pessoas. As autoridades estão a analisar os documentos submetidos e verificar a capacidade de autocuidado dos candidatos, acreditando que os procedimentos serão concluídos “em breve”. Além disso, não foram recebidas mais queixas de inquilinos sobre o problema de maus cheiros nas imediações da Residência para Idosos.
O Instituto de Acção Social (IAS) recebeu um total de 483 candidaturas para a segunda ronda de candidaturas à Residência para Idosos, que envolvem mais de 600 pessoas. O prazo de apresentação de candidaturas terminou na passada sexta-feira e as autoridades estão agora a avançar com os trabalhos de avaliação dos documentos e capacidade de autocuidado dos candidatos, cujo processo deverá ser concluído “em breve”, afirmou Hon Wai, presidente do organismo.
“Com base na organização de trabalho da última fase, acredita-se que possamos concluir a análise a curto prazo. Alguns trabalhos podem demorar mais tempo, mas com a experiência da última vez, vamos realizá-los o mais rapidamente possível, para que os idosos interessados possam escolher os seus apartamentos e mudar-se mais rápido”, prometeu o responsável, à margem de um almoço de Primavera que decorreu ontem para os trabalhadores das instituições sociais.
Hon Wai apresentou ainda a situação das candidaturas da primeira fase do projecto, que atraiu cerca de 900 candidaturas. Todos já escolheram as suas fracções, e cerca de 600 famílias já se mudaram para a Residência para Idosos no ano passado, enquanto as restantes 300 candidaturas optaram por se mudar este ano.
As autoridades estão agora a tratar dos procedimentos relevantes que deverão estar concluídos no próximo mês, que incluem a assinatura de contratos e comunicação com os inquilinos. Neste caso, um total de 900 fracções serão ocupadas até Março.
O presidente do IAS salientou que tem sido feita uma revisão do trabalho sobre a entrada dos inquilinos na Residência para Idosos desde Outubro do ano passado e foram tomadas “algumas medidas” de melhoria, particularmente no trabalho de cuidados dos idosos e segurança. “Realizámos um simulacro de incêndio e, no mês passado, trabalhámos com a empresa de gestão de propriedades e com os nossos moradores para fazer o simulacro, de forma a melhorar os trabalhos de segurança”, frisou.
Em relação à questão de maus cheiros junto à Residência para Idosos, Hon Wai indicou que o IAS já não recebeu mais queixas de inquilinos sobre o problema. Recorde-se que a situação de maus odores na orla marítima da Avenida Norte do Hipódromo motivou dez queixas apresentadas pelos moradores ao IAS; três inquilinos solicitaram a saída do apartamento e sete pretenderam trocar para outras unidades.
Hon Wai não adiantou a resolução final para estes casos, mas reiterou que, se os inquilinos solicitassem a troca de apartamentos devido a preocupações ou outras razões como factores familiares, “as autoridades vão acompanhar a situação e cooperar na medida do possível”. No entanto, destacou que o número de casos de troca de fracções é, actualmente, “pequeno”.
MENOS PEDIDOS DE SUBSÍDIO
Quanto ao Programa de Inclusão e Harmonia na Comunidade, Hon Wai revelou que cada concessão atraiu a apresentação de pedidos de mais de 5.000 famílias, beneficiando mais de 11.000 pessoas. O IAS acabou por lançar a primeira concessão do subsídio especial desse programa, cuja apresentação de pedidos terminou ontem. O programa visa aliviar a pressão económica dos três tipos de famílias em situação vulnerável, como famílias monoparentais, famílias com membros deficientes e famílias com doentes crónicos.
O responsável acrescentou que o número de candidaturas a subsídio tem vindo a diminuir nos últimos anos, “o que indica que muitas famílias que se candidataram à atribuição de subsídio saíram da pobreza devido ao apoio em vários aspectos, como a educação e o trabalho”, disse.
AUSÊNCIA DA SECRETÁRIA
O IAS realizou ontem almoço de Primavera do sector de serviços sociais, que contou com a presença de cerca de 600 representantes e trabalhadores de instituições sociais, mas com a ausência de O Lam. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura tem vindo a marcar presença e discursar neste evento nos últimos anos, falando com os meios de comunicação social.
No seu discurso, o presidente do IAS sublinhou que este ano é o ano que marca o início do sexto Governo e as prioridades do trabalho do organismo serão o estabelecimento de uma estrutura aperfeiçoada dos cuidados para a terceira idade, reforço da capacidade de detecção de casos ocultos de idosos isolados e criação de um ambiente favorável à natalidade e à família.
O organismo pretende ainda avançar com os planos de acção decenal para o desenvolvimento dos serviços de apoio a idosos e de reabilitação entre 2026 e 2035, bem como aumentar o número de vagas de serviços de apoio aos idosos, de intervenção precoce e de reabilitação.











