A Goldman Sachs afirmou que a inteligência artificial vai dar um impulso à economia da China nos próximos anos, mas advertiu para o impacto da indústria no mercado de trabalho. O banco de investimento estimou que a IA vai começar a ter um impacto no crescimento da segunda maior economia do mundo, a partir do próximo ano
O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs afirmou ontem que a inteligência artificial (IA) vai dar um ligeiro impulso à economia da China, nos próximos anos, mas advertiu para o impacto da indústria no mercado de trabalho.
Numa nota enviada aos investidores, o banco de investimento, que tem sede em Nova Iorque, estimou que a IA vai começar a ter um impacto no crescimento da segunda maior economia do mundo, a partir do próximo ano, e que, em 2030, terá estimulado a expansão entre 0,2% e 0,3% – maior do que as estimativas anteriores.
“O recente aparecimento da DeepSeek como concorrente global credível dos líderes de IA sediados nos Estados Unidos sugere um desenvolvimento e uma adoção mais rápidos da IA na China do que prevíamos anteriormente”, lê-se na mesma nota. “Desenvolvimentos recentes demonstraram a capacidade das empresas chinesas de melhorar continuamente o desempenho enquanto reduzem os requisitos de potência de computação, abrindo caminho para uma adoção mais rápida da IA na China”, frisou.
A DeepSeek, sediada em Hangzhou, no leste da China, lançou dois modelos avançados de IA de código aberto por uma fração do custo e da capacidade de computação que as principais empresas de tecnologia normalmente exigem para projetos semelhantes.
Espera-se que a adoção da IA na China estimule o crescimento económico através da automatização de tarefas, que poupa custos com mão-de-obra e aumenta a produtividade, afirmou o banco de investimento. Em causa está a utilização da IA na robótica humanoide, uma prioridade para Pequim.
A utilização destes robôs, com cabeça, tronco, braços e pernas, em fábricas e armazéns, visa compensar pelo rápido envelhecimento da população da China.
A Goldman Sachs advertiu que, embora a IA e a robótica possam “dar uma resposta ao envelhecimento da sociedade”, a utilização da tecnologia poderia perturbar o mercado de trabalho da China, numa altura sensível.
O país enfrenta já uma “grave recessão no setor imobiliário” e uma taxa de desemprego jovem superior a 15%, combinada com relatos de perdas de postos de trabalho na construção, finanças e função pública. “Por conseguinte, o ritmo de substituição da mão-de-obra pela tecnologia tem de ser gerido cuidadosamente”, afirmou.
CAIXA
Pediatra de IA começa a trabalhar no Hospital Infantil de Pequim
O primeiro caso que um pediatra de inteligência artificial (IA) recebeu no Hospital Infantil de Pequim foi de um menino de oito anos que, ao longo de três semanas, apresentou contracções musculares espasmódicas persistentes. Uma massa na base do crânio foi descoberta duas semanas antes, apresentando uma condição médica complexa para a qual os resultados de diagnósticos em vários hospitais se revelaram inconsistentes. Ni Xin, chefe do hospital, juntamente com 13 especialistas de diferentes departamentos, conduziram uma discussão sobre a condição da criança e concluíram que uma avaliação adicional de ressonância magnética era necessária, e recomendaram agilizar a conclusão dos exames. Enquanto isso, o pediatra de IA também estava a trabalhar. Depois de os engenheiros terem inserido as principais queixas e registos médicos do paciente no modelo, o pediatra de IA forneceu recomendações que se alinhavam com as do painel de especialistas. Este pediatra de IA, considerado o primeiro do género na China, tem participado em consultas multidisciplinares para casos complexos, sendo pioneiro num modelo paralelo de dois médicos que combina um pediatra de IA com especialistas humanos multidisciplinares — alcançando a transformação do diagnóstico e tratamento de condições pediátricas desafiadoras. De acordo com Ni, o pediatra de IA foi desenvolvido pelo hospital, em colaboração com várias empresas de tecnologia, alavancando o modelo médico pediátrico do hospital, bem como a sua plataforma de validação para este conceito de dispositivo médico pediátrico inovador.













