Ella Lei pede continuidade do plano de promoção de consumo

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 O consumo nos bairros comunitários está a preocupar Ella Lei. A deputada pede uma avaliação abrangente sobre a eficácia dos anteriores programas de promoção de consumo lançados pelo Governo, de forma a dar continuidade a uma nova ronda de actividades relevantes no futuro. Ella Lei espera ainda que haja uma resolução nos novos programas para idosos ou portadores de deficiência que tenham dificuldade em utilizar o pagamento electrónico.

 

As autoridades devem continuar a organizar actividades promocionais para incentivar os residentes a consumirem em Macau e apoiar o desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas (PME), defendeu a deputada Ella Lei numa interpelação escrita apresentada na passada sexta-feira.

A deputada começou por reconhecer o “efeito positivo” dos programas de consumo electrónico anteriormente lançados na estimulação da economia comunitária, bem como no alívio da pressão sobre os residentes. O programa mais recente, o “Grande prémio para o consumo em Macau”, que tinha duração de três meses, terminou no final do ano passado.

“O público reconheceu que o plano tinha alcançado determinados resultados. As autoridades vão avaliar a eficácia do programa? Como é que o Executivo vai analisar a execução do programa e as opiniões dos residentes para fazer um balanço da experiência?”, perguntou.

Recorde-se que o secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, assumiu que irá proceder a uma “análise e revisão detalhada” para saber a eficácia da campanha após a sua conclusão, examinando ainda as perspectivas de desenvolvimento económico futuro e a situação actual. Contudo, não fez nenhuma promessa sobre a continuação do programa.

“É agora o ano inaugural do sexto mandato do Governo. Há um grande número de opiniões a pedir ao Governo para optimizar as medidas que beneficiam o público e os planos de consumo, incluindo a revisão dos tipos de lojas elegíveis para os descontos e o alargamento do período de tempo durante o qual os descontos podem ser utilizados”, sublinhou a deputada.

Ella Lei apontou também que houve relatos de idosos e pessoas com deficiência que não sabiam utilizar ou tinham dificuldades em utilizar o pagamento eletrónico. Neste âmbito, disse esperar que as autoridades levantem algumas restrições do programa, de forma a facilitar o aproveitamento por parte dos residentes seniores e portadores de deficiência.

Por outro lado, a deputada ligada à Federação das Associações dos Operários afirmou que deve ser aproveitada a realização dos espectáculos em Macau para aumentar o consumo nos bairros.

“A organização de eventos de entretenimento e desportivos de grande dimensão contribui para atrair o fluxo de pessoas e dinamizar a economia. A maior parte dos recintos de espectáculos está concentrada na zona do Cotai devido a factores como a capacidade do espaço, o ruído e o trânsito”, indicou Ella Lei, considerando que o Governo deve “encorajar os organizadores de eventos” a lançarem projectos de promoção de consumo, em colaboração com as concessionárias, hotéis, indústria do turismo e PME.

Em concreto, segundo a deputada, é possível ter iniciativas que permitem aos visitantes e residentes que participam nos espectáculos receberem descontos preferenciais no consumo nos bairros comunitários, “de modo a atrair os visitantes para prolongar a estadia e revitalizar a economia comunitária”.

Recorde-se que o programa “Grande prémio para o consumo em Macau” foi lançado em Setembro até finais de Dezembro do ano passado, contando com despesas orçamentadas de 110 milhões de patacas.

O utente da carteira electrónica de qualquer uma das entidades colaboradoras, com autenticação do nome verdadeiro, podia obter três oportunidades para ganhar cupões de desconto electrónico quando efectuava qualquer pagamento móvel, nas lojas online ou físicas de toda a cidade de Macau num valor não inferior a 50 patacas por cada transacção, de segunda a sexta-feira. Já os cupões de desconto electrónicos obtidos podiam ser utilizados ao sábado e domingo em determinadas lojas físicas de Macau.

Até meados de Dezembro, segundo a Associação Comercial de Macau, co-organizadora com o Governo no lançamento da actividade de promoção de consumo, o programa já ofereceu descontos em 190 milhões de patacas e incentivou o consumo de cerca de 940 milhões de patacas.