O número de doentes com sintomas semelhantes aos da gripe que recorreram aos hospitais “tem aumentado” desde finais do mês passado, tendo a taxa de positividade dos testes do vírus da influenza atingido 15%, que foi superior ao limiar de alerta. Os Serviços de Saúde revelam que chegou o período de pico da gripe e as doenças gripais em Macau ainda vão estar activas durante as próximas semanas.
Os dados de monitorização dos Serviços de Saúde mostram que as doenças gripais em Macau estão activas e já ultrapassaram o nível de alerta. Assim, Macau entrou no período de pico da gripe e as autoridades apelam aos cidadãos para reforçarem a prevenção.
De acordo com o relatório de vigilância sobre doenças com sintomas semelhantes aos da gripe nos hospitais, desde finais de Dezembro do ano passado, o número de utentes começou a subir, sendo a tendência manifestamente notória nos adultos.
Os Serviços de Saúde afirmam que, entre os dias 22 e 28 do mês passado, a taxa de positividade dos testes do vírus da gripe realizados no Laboratório de Saúde Pública chegou a 15%. A taxa representou um aumento acentuado em relação aos 2,6% registados na semana anterior, sendo ainda superior ao limiar de alerta de 14,5%. “Chegou o período de pico da gripe e prevê-se que o vírus da influenza continue activo nas próximas semanas”, alertam os Serviços de Saúde, realçando que vão manter-se atentas à situação.
É de salientar que se verificou uma subida de 39% da relação entre o número de utentes com sintomas semelhantes aos da gripe e o número total de utentes na Urgência para Adultos, registando-se 5,2 casos por 100 utentes. No Serviço de Urgência Pediátrica subiu 23.1% para 15,6 casos por 100 utentes.
Os Serviços de Saúde acrescentam que os casos da Influenza A (H1) dominaram as amostras de casos positivos do vírus da gripe, apresentando 75% do total, e os restantes casos foram de Influenza A (H3) (12,4%), Influenza A (6,3%) e Influenza B (6,3%). Das amostras de outros vírus do tracto respiratório estiveram ainda o de Entero/rinovírus (21%), os de vírus parainfluenza (12,4%) e o coronavírus que provoca Influenza (12,4%).
No que diz respeito às infecções colectivas de doença semelhante à gripe, registaram-se no mês passado quatro casos envolvendo 41 pessoas, que tiveram lugar principalmente em jardins-de-infância e escolas primárias e secundárias.
As autoridades, em comunicado, lembram ainda que em 2024 houve 21 casos de casos de gripe em estado crítico que exigiram a utilização de ventilador. Os doentes em questão tinham idades compreendidas entre os 3 e os 92 anos, 12 do sexo masculino e 9 do sexo feminino, dos quais 5 morreram.
“Cinco dos 21 casos em estado crítico tinham sido vacinados contra a gripe e a maioria não tinha sido vacinada”, indicou o organismo. “Os residentes que ainda não foram vacinados contra a gripe, em particular, as grávidas, crianças, idosos e doentes crónicos, uma vez infectados pelo vírus influenza, são mais susceptíveis a complicações graves ou a morte, devendo ser submetidos à administração da vacina o mais rápido possível”, apelou.
Os Serviços de Saúde lembram os residentes para adoptarem medidas de prevenção da infecção da gripe e de outras doenças do tracto respiratório superior, como vacinar-se anualmente contra a gripe sazonal, assegurar que todos os membros do agregado familiar têm um sono adequado, uma alimentação equilibrada e uma prática frequente de desporto, manter o hábito de uma boa higiene pessoal e lavar frequentemente as mãos, evitar deslocar aos lugares densamente povoados, entre outros.











