Cada táxi especial recebe cerca de 370 chamadas por dia

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

 

Actualmente, existem no território 300 táxis especiais e, segundo dados da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), ao longo dos primeiros nove meses deste ano foram recebidas, no total, mais de 30 milhões de chamadas de cidadãos que pretendiam usar os serviços destes táxis. Estes números mostram que, por dia, cada um destes táxis é solicitado cerca de 370 vezes. A DSAT admite que “os passageiros nem sempre conseguem fazer uma chamada com sucesso”.

 

Cada táxi especial – daqueles que têm de ser chamados exclusivamente através de chamada telefónica ou da aplicação móvel da Rádio Táxi – que circula em Macau recebe uma média de 370 chamadas por dia.

A conta pode ser feita com base nas informações dadas pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) em resposta a uma interpelação escrita da deputada Wong Kit Cheng. Segundo o organismo, circulam 300 táxis especiais – 200 vermelhos e 100 azuis – no território e, entre Janeiro e Setembro deste ano, já foram feitas, no total, mais de 30 milhões de chamadas, o que dá cerca de 3,3 milhões de chamadas por mês, ou seja, mais de 111 mil por dia. Isto faz com que cada um destes 300 táxis seja solicitado, em média, 370 vezes por dia.

Na resposta, a DSAT não revela qual a percentagem de solicitações que é efectivamente atendida por parte destes táxis, diz apenas que a taxa de resposta subiu entre 30% a 40% em comparação com o mesmo período do ano passado. O organismo nota também que, “face à elevada procura, os passageiros nem sempre conseguem fazer uma chamada com sucesso”.

A DSAT diz também que tem vindo a “fiscalizar os dados de exploração dos táxis especiais e a aplicar sanções por infracções à lei ou ao contrato”, mantendo “a comunicação com a concessionária de serviços de radiotáxis, no sentido de melhorar os serviços prestados”.

Na interpelação, Wong Kit Cheng alertava que “o crescente aumento do número de turistas, aliado às necessidades quotidianas de transporte dos residentes, torna ainda mais evidente o problema da falta de capacidade dos transportes públicos”. “Os táxis, elementos importantes dos transportes públicos, ainda não conseguem desempenhar bem o seu papel de escoamento, devido ao número insuficiente e à inconveniência, entre outros aspectos”, criticava a deputada.

Wong Kit Cheng indicava ainda que “na maioria das vezes há falta de táxis, especialmente nos bairros antigos, e segundo muitos residentes e turistas, é muito difícil apanhar táxi nas ruas ou chamar radiotáxis via internet com sucesso, situação que lhes causa muita inconveniência nas deslocações”. “O Governo deve estudar, com base na legislação vigente, a integração das plataformas existentes, através da coordenação entre serviços públicos ou da adopção de meios administrativos em articulação com a coordenação do sector, no sentido de tornar mais convenientes os serviços de chamada de transporte via internet, optimizando assim a experiência de deslocação dos residentes e turistas”, sugeria a deputada.