As instituições de ensino superior em Macau já estão a seguir novas orientações para prevenir a admissão dos alunos com falsa qualificação académica. Segundo explicou a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, as universidades devem agora tomar a iniciativa de verificar, juntos aos organismos de exame, a autenticidade dos certificados dos alunos. O Executivo disse ainda que vai coordenar com os organismos de exame do interior da China e do Estrangeiro para melhorar o mecanismo contra a falsificação de diplomas.
A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) já exigiu às instituições de ensino superior de Macau a seguir as novas orientações no âmbito de verificação de qualificação académica que os alunos utilizam na admissão.
“Caso os organismos de exame disponham de um mecanismo de verificação, as universidades têm de tomar a iniciativa de efectuar verificações e inspecções aleatórias, através do mecanismo oficial. Não se pode só receber o certificado”, apontou.
Kong Chi Meng, director da DSEDJ, indicou que, para os alunos oriundos do interior da China, no Continente há actualmente vários mecanismos de maior escala para a verificação dos resultados académicos dos estudantes, bem como para a consulta da situação de prosseguimento dos estudos dos alunos chineses. Quanto aos alunos que tiram exames de organismos de exame do estrangeiro e se candidatam ao ensino superior em Macau, as universidades devem verificar, caso a caso, junto desses organismos de exame competentes.
Recorde-se que a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) descobriu que 24 alunos inscritos tinham usado falsos diplomas, de um exame público de Hong Kong, na matrícula. Entre os 24 alunos do interior da China, quatro foram detidos em Macau e admitiram que um grupo de intermediários no Continente ajudou na falsificação dos certificados de habilitações académicas.
Kong Chi Meng falou na sexta-feira no programa de manhã do canal chinês da Rádio Macau, avançando que surgiram recentemente diplomas e certificados de notas “com um grau de simulação mais elevado”. Neste caso, a DSEDJ emitiu novas directrizes e propôs “novas práticas” para combate das notas falsificadas.
De acordo com o responsável, a DSEDJ tomou conhecimento das notícias sobre falsos diplomas académicos nas instituições de ensino superior de Hong Kong, pelo que convocou de imediato uma reunião com os reitores de todas as instituições de ensino superior de Macau, a fim de discutir a forma de evitar as irregularidades e elaborar novas orientações.
“A MUST detectou problemas após a verificação dos documentos dos alunos, de acordo com as novas directrizes, pediu aos alunos em causa que apresentassem certificados adicionais, mas depois apurou que os certificados recebidos eram todos falsos. Portanto, notificou a DSEDJ e a polícia”, explicou.
MAIS MELHORIAS NO MECANISMO
Neste momento, as universidades no território estão ainda a proceder a mais verificação de certificados dos alunos, e Kong Chi Meng não exclui a possibilidade de serem detectados mais casos de falsificação de qualificações académicas.
O responsável disse acreditar que os grupos criminosos, que falsificam documentos académicos vão continuar a adoptar novos métodos para defraudar as instituições de ensino superior locais. Sendo assim, “é necessário melhorar continuamente os métodos de verificação”, realçou.
Kong Chi Meng acrescentou que a DSEDJ vai coordenar-se com as organizações internacionais de exame, na esperança de que sejam disponibilizados mecanismos oficiais de consulta, ou que enviem os resultados dos estudantes directamente para as universidades locais, “de modo a pôr termo à falsificação das qualificações académicas”.
Por ocasião do programa na rádio, Fanny Vong, reitora da Universidade de Turismo de Macau, assegurou que a instituição tem procedimentos rigorosos de admissão, afirmando que existem agora muitos meios para verificar as habilitações académicas dos estudantes. Salientou que, uma vez verificada a falsificação de diploma, o estudante em questão será excluído da inscrição.
Vivian Lei Ngan Lin, vice-reitora da Universidade Politécnica de Macau, frisou que atribui importância à qualidade da admissão e reiterou que não contratou nenhuma organização ou indivíduo para actuar como agente de inscrições de alunos. Já Michael Hui King Man, vice-reitor da Universidade de Macau, apelou aos pais dos estudantes que se candidatam à admissão nas universidades locais para que não acreditem nos serviços de intermediários.











