Em 2023, as receitas do sector da restauração chegaram aos 14,67 mil milhões de patacas, ou seja, mais 42% em comparação com 2022. As despesas dos estabelecimentos de restauração também cresceram no ano passado.
No ano passado, registou-se uma subida tanto das receitas como das despesas dos restaurantes de Macau, sendo que a subida das receitas foi mais substancial. Segundo as estatísticas divulgadas ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), as receitas dos estabelecimentos de restauração foram, em 2023, de 14,67 mil milhões de patacas, crescendo 42% em comparação com 2022. As despesas subiram 25% para os 14,72 mil milhões de patacas.
Assim, o excedente bruto deste sector registou um défice de 20,33 milhões de patacas, que se estreitou face ao de 2022 – menos 1,45 mil milhões de patacas. Por outro lado, o valor acrescentado bruto, que reflecte o contributo económico do ramo, correspondeu a 4,8 mil milhões de patacas, observando-se um acréscimo homólogo de 67,7%.
A DSEC diz ainda que, no ano passado, estavam em actividade um total de 4.977 estabelecimentos do ramo, mais 248 do que em 2022. O pessoal ao serviço era composto por 38.732 pessoas, mais 2.179, em termos anuais.
Os restaurantes e estabelecimentos similares, que tinham espaço para servir refeições, totalizaram 2.503, mais 69, face a 2022. O pessoal ao serviço era composto por 31.782 pessoas, mais 1.837, em termos anuais. As receitas cifraram-se em 12,44 mil milhões de patacas, isto é, mais 45,7%, em termos anuais. As despesas equivaleram a 12,29 mil milhões de patacas, mais 26,5%, em termos anuais. Em 2023 o excedente bruto dos restaurantes e estabelecimentos similares foi de 182 milhões de patacas, passando de um défice em 2022 para um ‘superavit’ em 2023.
As receitas de todos os tipos cresceram face a 2022, e a DSEC destaca os acréscimos de 65% das receitas nos restaurantes chineses (5,22 mil milhões de patacas), de 85,7% nos restaurantes ocidentais (1,39 mil milhões de patacas) e de 32,2% nos restaurantes de fast food (982 milhões de patacas). Quanto ao excedente bruto, observou-se um ‘superavit’ de 193 milhões de patacas em 2023 nos restaurantes de fast food, ou seja, mais 64,8%, em termos anuais. Além deste, o excedente bruto dos restaurantes chineses (206 milhões de patacas), o dos restaurantes ocidentais (69,1 milhões de patacas) e o dos cafés (20,3 milhões de patacas) passaram de défices em 2022 para superavits em 2023, enquanto os outros tipos de estabelecimentos continuaram a ter diferentes graus de défices, embora menores face aos de 2022.
A DSEC detalha ainda que em 2023 estavam em actividade 2.404 lojas de takeaway que não tinham espaço para servir refeições, mais 185 do que em 2022. O pessoal ao serviço era composto por 6.803 pessoas, mais 359, em termos anuais. No ano em análise as receitas (2,18 mil milhões de patacas) e as despesas (2,41 mil milhões de patacas) ascenderam 24,1% e 18%, respectivamente. O excedente bruto das lojas de takeaway registou um défice de 222 milhões de patacas, melhorando em comparação com o défice de 278 milhões de patacas registado em 2022.
Existiam 70 lugares de comidas e bebidas nos mercados municipais em 2023, menos 6 face a 2022. No ano em análise as receitas (42,74 milhões de patacas) e as despesas (22,87 milhões de Patacas) registaram acréscimos homólogos de 38% e 17,8%, respectivamente. O excedente bruto cifrou-se em 19,87 milhões de patacas, mais 71,9%, em termos anuais.











