Arranca amanhã a 8.ª edição do Festival Internacional de Documentário de Macau, organizado pela Cinemateca Paixão. Sob o tema “Ilusão”, este ano o festival vai exibir 25 documentários que convidam à reflexão sobre a nossa percepção do mundo real.
Começa já amanhã a 8.ª edição do Festival Internacional de Documentário de Macau, que é organizado pela Cinemateca Paixão. Até dia 12 de Outubro, a programação do festival vai mostrar um total de 25 documentários de vários pontos do mundo. Sob o tema “Ilusão”, o festival pretende que esta edição seja um convite para que o público “possa reflectir sobre como os documentários podem restaurar a nossa percepção do mundo real”.
O festival está dividido em quatro secções: “Novos Lançamentos”, “Sabor de Português”, “No Meio” e “Documento Clássico”. Serão, então, exibidos 25 documentários que abrangem “uma vasta gama de questões sociais e preocupações humanistas de diferentes regiões”, descreve a organização num comunicado enviado ontem às redacções, acrescentando que estes filmes “apresentarão histórias reais de várias partes do mundo e irão revelar as ilusões, alegrias, festividades e tristezas que a realidade nos traz”.
O filme de abertura será “Agent of Happiness”, que “relata a jornada de um famoso investigador de felicidade do Butão, que parte em busca das filosofias únicas de felicidade dos habitantes locais, nas montanhas”, descreve a organização. A secção “Novos Lançamentos”, que vai mostrar o cinema documental do último ano, inclui “Johatsu – into Thin Air”, filme que “revela como o fenómeno do desaparecimento de pessoas não é apenas um negócio, mas também uma forma de muitos escaparem da pressão sufocante da sociedade”.
Já o filme húngaro “KIX” acompanha o processo de crescimento de um menino de oito anos ao longo de dez anos, “capturando com sensibilidade a transição de uma infância despreocupada para a perda de identidade”. “Anxious in Beirut”, premiado como Melhor Documentário no Festival Internacional de Cinema de Xangai, documenta “as cicatrizes e o renascimento da cidade de Beirute após as explosões, transmitindo o amor e a dor do realizador jovem pela sua terra natal”.
A secção “Sabor de Português” selecciona um filme do realizador brasileiro Kleber Mendonça Filho, que já competiu na selecção oficial do Festival de Cannes com “Aquarius” e “Bacurau”, e apresenta o seu novo filme, “Pictures of Ghosts”, que é “uma história emocionante sobre o amor entre uma cidade e o cinema, narrada através do desaparecimento de uma sala de cinema, em evocação à era de ouro do cinema brasileiro”. Será também mostrado o filme “The Buriti Flower”, obra premiada na secção “Un Certain Regard” do Festival de Cannes, que é uma coprodução luso-brasileira, criada em colaboração com o povo indígena Krahô. “Este épico cinematográfico explora as crescentes dificuldades de sobrevivência enfrentadas pelos povos indígenas numa reflexão poética atemporal”, descreve a organização.
Na secção “No Meio” são apresentadas três obras, incluindo “This Woman” . Por fim, na secção “Clássicos”, será exibida a aclamada trilogia “The Qatsi Trilogy”, com banda sonora de Philip Glass. Também será exibido “Ah Ying”, “um marco que consolidou o realizador da Nova Onda de Hong Kong, Allen Fong Yuk-ping, como um pioneiro, na fusão entre o real e o fictício”. Para além disso, será apresentada a versão restaurada do único filme da lendária poeta iraniana Forough Farrokhzad, “The House is Black”.












