A maioria das escolas de ensino não superior deu ontem início às aulas no novo ano lectivo. As autoridades asseguraram que o regresso às aulas decorreu dentro da normalidade e a situação do trânsito foi “relativamente tranquila”. A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude revelou que o número de alunos de ensino não superior “atingiu o seu pico” com cerca de 89 mil estudantes, que se deveu à elevada taxa de natalidade registada há 12 anos.
Um total de 89.000 alunos vão fazer parte do ensino não superior em Macau neste ano lectivo que abriu ontem, número que “está num pico elevado”, afirmou o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). Kong Chi Meng revelou que o crescimento do número de alunos está em destaque no primeiro e segundo ano do ensino secundário geral.
Kong Chi Meng explicou que o aumento de alunos deve-se à elevada taxa de natalidade registada há mais de 10 anos, nomeadamente no anterior ano lunar do Dragão como signo do zodíaco, ano em que, segundo a crença popular na cultura chinesa, é uma altura auspiciosa para o nascimento. Em declarações à Rádio Macau em língua chinesa, o responsável avançou ainda que outra razão foi o regresso de muitos estudantes a Macau para prosseguirem os seus estudos. Neste caso, o número de alunos do primeiro ano do ensino secundário geral subiu em cerca de 1.200 em relação ao ano lectivo anterior, levando as escolas a abrir mais 30 turmas.
“Muitos estudantes regressaram a Macau para estudar, incluindo os que estudaram anteriormente na Grande Baía. Nesse sentido, a DSEDJ já coordenou com as escolas os preparativos para a admissão de estudantes, que também fizeram trabalhos em horas extraordinárias, e a situação foi basicamente resolvida”, apontou.
Kong Chi Meng, citado também pelo Jornal Ou Mun, acrescentou que “registaram-se menos alunos no primeiro ano do ensino primário”, com uma taxa de natalidade mais baixa. A DSEDJ vai ainda lançar um plano de assistência ao desenvolvimento das escolas que se destina às instituições com número insuficiente de alunos admitidos, a fim de conceder subsídios para a aquisição de equipamentos e formação dos professores.
Recorde-se que no passado ano lectivo foram registados 88.093 alunos de ensino não-superior no território, segundo os dados estatísticos da DSEDJ, dos quais 3.591 eram alunos de escolas oficiais e 84.502 frequentaram escolas particulares. O número total de alunos foi de 87.184 no ano académico 2022/2023, 85.783 no ano lectivo 2021/2022 e 83.984 em 2020/2021.
A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), por sua vez, garantiu ter “acompanhado de perto as condições de trânsito no Centro de Controlo e Informação de Tráfego de manhã cedo”, e o trânsito apresentou-se tranquilo.
Num comunicado, o organismo disse que as duas empresas de autocarros efectuaram mais de 2.800 viagens entre as 6h00 e as 9h00, o que representa um aumento de 53% em relação ao mesmo período da semana passada e um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Em termos de passageiros, o número total de passageiros foi de mais de 117.000, uma diminuição de 9% em relação ao mesmo período do ano passado, dos quais cerca de 14.000 viagens foram efectuadas com cartões de estudante.
“Com a abertura de mais escolas e o início das aulas esta semana, prevê-se ainda um aumento da procura de deslocações”, observou a DSAT, apelando aos professores, alunos e encarregados de educação para que planeiem as suas deslocações com antecedência e utilizem o mais possível os transportes públicos.











