A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) informou ontem que os investimentos dos residentes – incluindo os indivíduos, Governo e outras pessoas colectivas, mas excluindo as reservas cambiais da RAEM – em títulos emitidos por entidades não residentes independentes, calculados a preços de mercado em 31 de Dezembro de 2023, registaram um valor de 1.104,5 mil milhões de patacas, ou seja, mais 3% face a 30 de Junho de 2023 e mais 9,7% face ao final de 2022.
Entre os vários componentes da carteira, os investimentos em títulos representativos de capital (incluindo fundos mútuos e investimentos em trusts), obrigações a longo prazo e obrigações a curto prazo alcançaram 335,3 mil milhões, 693,8 mil milhões e 75,5 mil milhões de patacas, respectivamente, em valor de mercado, traduzindo variações respectivas de mais 4,4%, mais 16,5% e menos 16,4%, em relação ao final de 2022.
A AMCM diz também que a região asiática deteve ainda a maior fatia da carteira de investimentos externos dos residentes de Macau, com 46,4% do total, sendo a restante aplicada principalmente na América do Norte (19,6%), na Europa (15,9%), no Atlântico Norte e Caraíbas (14,4%) e na Oceânia (1,6%).
Por outro lado, o investimento nos títulos emitidos por entidades no interior da China (incluindo títulos listados em bolsas no exterior) continuou a ser predominante, representando 28,5% da carteira de investimentos externos aplicados pelos residentes de Macau. O respectivo valor de mercado situou-se em 314,6 mil milhões de patacas, menos 3,7% face ao final de 2022.
Refira-se que os investimentos consistiram em 98,2 mil milhões de patacas em títulos representativos de capital, 185 mil milhões em obrigações a longo prazo e 31,4 mil milhões em obrigações a curto prazo, os quais correspondem a 29,3%, 26,7% e 41,7% do total nas respectivas categorias.
Por seu turno, a quota da carteira de investimentos emitidos por entidades na Região Administrativa Especial de Hong Kong aumentou de 10,7% para 10,8% e o seu valor de mercado ascendeu 10%, fixando-se em 118,9 mil milhões de patacas. Realça-se que os investimentos em títulos representativos de capital e em obrigações a longo prazo atingiram 37,6 mil milhões e 57,9 mil milhões de patacas, respectivamente, em valor de mercado.
A AMCM diz também que o valor de mercado da carteira de investimentos em países de língua portuguesa atingiu 900,8 milhões de patacas, o qual foi aplicado em títulos emitidos por entidades em Portugal e no Brasil.











