A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura revelou que a nova localização para concertos e espectáculos de grande dimensão deverá acolher os primeiros eventos ao ar livre no princípio do próximo ano, entre Janeiro e Fevereiro. As autoridades vão realizar testes de segurança e controlo de multidão e tráfego até ao final do ano. Elsie Ao Ieong disse que a escolha do terreno no Cotai teve em consideração a localização geográfica e interfaces de transportes públicos.
O novo local de espectáculos ao ar livre, que se situa junto ao hotel Grand Lisboa Palace no Cotai com capacidade para 50 mil espectadores, vai receber oficialmente o seu primeiro concerto ou espectáculo em Janeiro ou Fevereiro do próximo ano. A informação foi adiantada pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, que indicou que as autoridades estão a trabalhar para realizar um ensaio experimental até ao final do ano, com o objectivo de testar o controlo de multidões, a organização do tráfego e a gestão da segurança no local.
Elsie Ao Ieong defendeu a escolha da localização actual é um “equilíbrio” entre os factores geográficos e de trânsito, destacando que o espaço é importante para trazer a chegada a Macau de fãs de quem actua no local para beneficiar o consumo na comunidade.
“A selecção do local deve obviamente considerar a localização, em primeiro lugar, porque não pode estar demasiado próximo de zonas residenciais e, em segundo lugar, é necessário ser um espaço suficientemente grande, o que não é fácil de encontrar”, frisou ontem a governante, em declarações ao canal chinês da TDM Macau, à margem da cerimónia de assinatura de um memorando de cooperação.
Dessa forma, a secretária assegurou que o sítio agora escolhido é “adequado” para a realização de grandes eventos, uma vez que está na proximidade dos resorts, dando mais facilidade à saída de multidões, bem como para os espectadores irem comer, regressar ao alojamento ou apanharem transportes públicos.
O Governo, em seguida, vai nivelar o terreno e disponibilizar “um número adequado” de assentos e de casas de banho, enquanto as restantes instalações são sujeitas a ser montadas pelos próprios organizadores dos eventos, incluindo o palco. “Não será construído palco nesta fase porque a configuração do palco será diferente para cada espetáculo”, disse a secretária, citada pelo Jornal Ou Mun.
Na segunda-feira foi anunciada a escolha do local para realizar espectáculos ao ar livre, mas de natureza temporária, aproveitando um terreno no Cotai com uma área de 94 mil metros quadrados que se situa no cruzamento da Avenida do Aeroporto com a Rua de Ténis, estando virada a norte para a Rua de Ténis e a nordeste para a Avenida do Aeroporto. “A construção desse local criará boas condições para a realização dos espectáculos de grande dimensão ao ar livre em Macau, de forma a atrair espectáculos de nível internacional para Macau”, justificou o Instituto Cultural.
Elsie Ao Ieong apontou que o Governo criou um grupo de trabalho para coordenar as disposições relativas aos espectáculos de grande escala ao ar livre, que é responsável pela coordenação da realização de eventos em locais e instalações públicas, bem como pela emissão de parecer sobre a apreciação e aprovação dos pedidos. O trabalho do grupo inclui ainda a coordenação com os organizadores de actividades sobre a forma de desviar as multidões, de forma segura e ordenada, após os espectáculos, a fim de garantir que os eventos se realizem em condições de segurança.
Macau possui espaços cobertos para a realização de espectáculos e eventos artísticos, nomeadamente nas instalações das concessionárias. Contudo, segundo apontou anteriormente o Chefe do Executivo, os recintos fechados têm uma capacidade menor, até 16.000 pessoas, enquanto os recintos ao ar livre existentes afectam os residentes. O concerto realizado ao ar livre mais recente em Macau foi o da banda coreana Seventeen, no Estádio de Macau na Taipa, em Janeiro deste ano. A organização das duas sessões foi criticada pelos residentes por causa do ruído e questões de controlo do tráfego e do fluxo de pessoas. O Governo admitiu depois a necessidade de melhorias e prometeu encontrar um local apropriado para concertos ao ar livre.











