A Sociedade Protectora dos Animais de Macau – Anima está numa situação financeira “muito difícil”, alertou Zoe Tang, presidente da comissão executiva da organização. Com dívidas no valor de um milhão de patacas, a Anima está a pedir ajuda ao público e às concessionárias de jogo.
A situação financeira da Sociedade Protectora dos Animais de Macau – Anima continua frágil e, por isso, a organização está a pedir ajuda ao público e às concessionárias. Segundo explicou Zoe Tang ao PONTO FINAL, a associação tem dívidas no valor de um milhão de patacas, com vários pagamentos em atraso, quer seja a funcionários, a fornecedores de comida e a serviços de limpeza. “É uma situação muito difícil para a Anima”, lamentou a presidente da comissão executiva da Anima.
Zoe Tang relata que, desde a pandemia, é difícil angariar fundos junto dos casinos. Antes do Covid-19, a associação recebia um total de mais de três milhões de patacas por ano das concessionárias de jogo. Agora, cada uma dá apenas 80 mil – sendo que apenas cinco das concessionárias fazem habitualmente doações à Anima.
Há ainda um outro problema para resolver. Segundo Zoe Tang, a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU) exigiu que a associação realizasse um plano de projecto de drenagem de águas residenciais. Até aqui, a Anima recorria a empresas de tratamento de águas residuais. Esse pedido da DSSCU vai obrigar a associação a despender mais dinheiro. A associação já contactou uma empresa de engenharia para fazer um orçamento da obra, mas ainda não foi revelado quanto custaria. “Acreditamos que o custo do projecto será muito elevado”, indica a associação.
O orçamento da Anima para este ano é de 8,5 milhões de patacas, sendo que a Fundação Macau contribuiu com cerca de 4,7 milhões. “Mas não é suficiente porque não conseguimos angariar mais. Os casinos reduziram muito as suas doações”, frisou a responsável, adiantando que a Anima já tem uma carta redigida e pronta a enviar às operadoras de jogo para que elas possam aumentar os apoios. “Esperamos também que as pessoas individuais e outras empresas nos possam ajudar”, referiu ainda Zoe Tang, afirmando: “Precisamos mesmo de resolver o problema este ano, caso contrário, vamos estar sempre a ter pagamentos em atraso”.
Apesar das dificuldades financeiras, a Anima continua a dar prioridade ao resgate dos animais: “Não podemos parar os resgates de animais. Tentamos ao máximo salvar o máximo de vidas que podemos, mas é muito difícil para nós”.
Zoe Tang voltou a defender a prática chamada “apanhar, esterilizar e libertar” (TNR, na sigla em inglês), justificando que, se o Governo não usar esse método, os animais vadios vão continuar a multiplicar-se nas ruas dificultando o trabalho das associações de protecção animal.
Actualmente, a Anima tem um total de 700 animais nos seus abrigos – 400 cães e 300 gatos. Só nos últimos seis meses, a Anima resgatou cerca de 60 animais.











