Foi lançado ontem o concurso para a concepção e construção do túnel da Colina da Taipa Grande. Num despacho publicado em Boletim Oficial, o Governo diz que o prazo máximo da concepção e construção da obra é de 1.165 dias úteis, o que, fazendo as contas, é perto de quatro anos e meio.
O Governo lançou ontem, através de um despacho publicado em Boletim Oficial, o concurso limitado por prévia qualificação para a empreitada de concepção e construção do túnel da Colina da Taipa Grande e das suas ligações. O despacho diz que o prazo máximo da concepção e construção da obra é de 1.165 dias de trabalho a partir da data de consignação da obra, o que dá perto de quatro anos e meio. Neste tipo de empreitada não é definido um preço base.
Podem concorrer à execução da empreitada as pessoas singulares ou colectivas inscritas na Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana, na modalidade de execução de obras, bem como aquelas que à data limite de apresentação de candidaturas tenham requerido ou renovado a referida inscrição. As entidades qualificadas serão convidadas a apresentar as suas propostas.
Na fase final de apreciação das propostas, o Governo vai dar mais importância ao preço da obra, que terá um peso de 50%. O projecto de execução da obra vai valer 25% da decisão, sendo que o projecto da obra valerá 15%. O prazo de concepção e construção vai valer os restantes 10%. A adjudicação é efectuada ao concorrente com pontuação total mais elevada e, no caso de haver empate na pontuação total mais elevada, a adjudicação é efectuada ao concorrente com a proposta de preço mais baixo.
Recentemente, em resposta a uma interpelação escrita da deputada Ella Lei, Lam Wai Hou, director dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), indicou que a obra será “de grande envergadura”, explicando que o túnel da Colina da Taipa Grande e o lado norte do seu traçado farão ligação com a Ponte Macau, e o lado sul ligará a Avenida Wai Long e a Avenida do Aeroporto. “Após a sua conclusão, será proporcionado um acesso rápido para os veículos que circulam entre a península de Macau e o Cotai, evitando a concentração de veículos na Avenida Wai Long e na Estrada de Pac On, o que pode aliviar a pressão do trânsito nas imediações do Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa e do Aeroporto Internacional de Macau e nas vias da zona do Pac On”, destacou o responsável da DSOP.
Na interpelação, Ella Lei questionava também a avaliação de impacto ambiental da obra, ao que a DSOP respondeu dizendo que esses trabalhos já foram concluídos em 2022, tendo sido efectuadas as análises e avaliações em relação ao ar, ao ruído, à qualidade da água e à paisagem, bem como ao tratamento e aos impactos dos resíduos durante a execução da obra, e foi definido o respectivo plano de mitigação.











