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      Sociedade Orquestra de Macau perdeu 37 milhões no ano passado

       

      A Sociedade Orquestra de Macau apresentou no ano passado um prejuízo operacional de 37,54 milhões de patacas, registando um ligeiro alívio no resultado negativo face a igual período de 2022, o que se deveu à recuperação das receitas originadas dos concertos e subsídios. Foram realizados 201 concertos ao longo do ano passado, mais 90 do que no ano anterior. A orquestra conta actualmente com 132 funcionários, dos quais 65 são músicos locais e 33 não locais.

       

      O resultado de actividades apresentado pela Sociedade Orquestra de Macau reverteu um prejuízo operacional de 37,54 milhões de patacas em 2023. Registou-se assim uma diminuição de 14% nas perdas em termos anuais, contrastando com as 43,76 milhões de patacas no ano anterior.

      No ano passado, a empresa de fundo público gerou receitas de 50,32 milhões de patacas, enquanto o total das despesas operacionais foi de 87,86 milhões de patacas. As receitas mais do que duplicaram em comparação com o ano de 2022, e têm a realização de concertos e a recepção de subsídios como as principais fontes de rendimento da orquestra.

      No que diz respeito às diferentes categorias de receitas, as de concertos totalizaram-se no valor de 30,63 milhões de patacas, o que corresponde a um crescimento anual de 93,2%, mais 969.875 patacas para a venda de bilhetes para concertos e 907.416 patacas para digressões.

      As receitas provenientes de serviços pedagógicos foram de 4,71 milhões de patacas, os patrocínios de eventos especiais e temporadas foram de 13,38 milhões de patacas, e os juros bancários arrecadaram 672.731 patacas, sendo as restantes receitas de 40.000 patacas.

      De acordo com o relatório anual de actividades da Sociedade Orquestra de Macau, divulgado na plataforma da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos, as receitas aumentaram cerca de 2,99 milhões de patacas (146%) em relação ao ano anterior, “o que se deveu principalmente ao facto de, após a epidemia do início do ano, o Instituto Cultural (IC), os Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude e outras organizações terem aumentado o número e a escala da reserva dos concertos”, juntamente com o facto de que a empresa conseguiu o apoio financeiro de seis concessionárias de Macau para alguns concertos durante a presente temporada.

      Até 31 de Dezembro de 2023, as duas orquestras geridas pela Sociedade Orquestra de Macau realizaram um total de 201 concertos sazonais, mini-concertos, concertos de educação comunitária e actividades de extensão. O número de concertos subiu em 90 (81%) em relação aos 111 concertos organizados em 2022.

      “A fim de reforçar a promoção da música, das artes e da cultura em Macau, a empresa alargou a escala dos concertos em 2023, convidando mais músicos e organizações artísticas de renome internacional para actuarem em Macau, bem como promovendo o desenvolvimento da música e arte em colaboração com as seis concessionárias”, salientou.

      As despesas da empresa, por outro lado, ascenderam a 87,86 milhões de patacas, das quais quase 80% foram originadas em despesas com concertos. “As despesas aumentaram cerca de 23,69 milhões de patacas (36,9%) em relação ao ano anterior, principalmente devido ao aumento do número de concertos e ao correspondente aumento das despesas com concertos e vendas. Além disso, foram contratados vários trabalhadores e foi ajustado o salário de alguns dos funcionários administrativos em meados de 2023”, revelou.

      O relatório avançou que, até ao final do ano passado, o número total de trabalhadores da Sociedade Orquestra era de 132, incluindo 13 nomeados temporários a termo certo do IC, 21 administrativos directamente empregados pela empresa, 65 músicos locais e 33 músicos não locais. Nesse sentido, o número de empregados registou um aumento de 16,8% face ao ano anterior.

      Para além disso, a Sociedade Orquestra de Macau recebeu no ano passado o subsídio do Governo de 67,6 milhões de patacas, dos quais 37,54 milhões foram utilizados como compensação do défice de exploração, sendo que os restantes 30 milhões foram reconhecidos em proveitos diferidos. “A empresa tem vindo a aderir à política operacional de reforço da promoção da cultura musical e das artes musicais em Macau e a esforçar-se por desenvolver fontes de rendimento diversificadas, de modo a aumentar o rendimento e a reduzir a sua dependência de fundos públicos”, assegurou.

      Recorde-se que a Sociedade Orquestra de Macau foi criada em Janeiro de 2022 com objectivo de organizar, gerir e explorar as actividades da Orquestra de Macau e da Orquestra Chinesa de Macau para desenvolver acções de generalização, educação e promoção de artes musicais diversificadas; organizar e participar em espectáculos e acções de intercâmbio locais e no exterior de interesse para o desenvolvimento cultural e artístico; realizar projectos que promovam a formação de quadros qualificados na área de música. A empresa acrescentou no relatório que foi atribuída, pelo Governo, a utilização de um espaço para o seu novo escritório, no 5.º andar do edifício público da Lote 12A no One Oasis.