IC estuda plano permanente de zona pedonal na Rua da Felicidade  

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FOTOGRAFIA ELÓI CARVALHO

O Instituto Cultural está a estudar a possibilidade de tornar a Rua da Felicidade como uma zona pedonal de forma permanente, mostrando abertura às opiniões da sociedade sobre a matéria. Leong Wai Man, presidente do organismo, diz que a fase experimental do plano da zona pedonal “tem certos efeitos” para estimular a economia comunitária. As obras de restauro da fachada de dez edifícios da Rua da Felicidade vão entretanto avançar, afirmam as autoridades.

 

A Rua da Felicidade poderá tornar-se numa zona permanente exclusiva aos peões depois da actual fase experimental do projecto, estando o Instituto Cultural (IC) a analisar a situação. No entanto, afirmou que para já não há uma decisão final nem calendário para a implementação do plano.

A informação foi avançada por Leong Wai Man, presidente do IC, à margem da reunião plenária ordinária do Conselho do Património da passada terça-feira. Citada pelo All About Macau, Leong Wai Man revelou ter recebido opiniões da comunidade que pretendem que o Plano da Zona Pedonal da Rua da Felicidade seja um “plano de longo prazo”, pelo que o IC vai recolher as opiniões do Conselho e também da sociedade.

O Plano da Zona Pedonal da Rua da Felicidade entrou em funcionamento, a título experimental, em Setembro do ano passado. As autoridades fizeram um balanço bastante positivo ao projecto em termos do aumento do fluxo de visitantes e também do negócio da zona.

Segundo a apresentação do IC sobre a situação da implementação do plano, até ao momento foram registadas quase 300 mil pessoas que visitaram e consumiram na zona. A Wynn é a concessionária de jogo responsável por este plano que visa revitalizar os bairros antigos, tendo realizado cerca de 200 actividades artísticas e culturais durante as épocas festivas, proporcionando oportunidades de actuação a 50 entidades e uma plataforma de exposição e comercialização para 100 pequenas e médias empresas de Macau, indicam os dados.

O Executivo acrescentou que o número de visitantes tem vindo a aumentar, tendo a Rua da Felicidade acolhido 53 mil pessoas em oito dias durante o Festival do Bolo Lunar e o Dia Nacional da China, 60 mil durante o período do Grande Prémio, 65 mil durante o Natal e o Ano Novo e 114 mil durante o Ano Novo Lunar.

“Actualmente, registou-se a chegada de 15 novos comerciantes na Rua da Felicidade e nos espaços circundantes, o que tem certos efeitos em estimular a economia comunitária e optimizar o ambiente de negócios”, assinalou. Leong Wai Man destacou que a situação de negócio pode variar entre os comerciantes, mas algumas lojas tiveram o volume de negócio quadruplicado ou quintuplicado durante o Ano Novo Lunar.

Desse modo, para aumentar a atractividade e experiência turística da zona pedonal e “obter maior benefício social do plano”, o IC já comunicou com alguns comerciantes da zona e vai avançar, em etapas, com as obras de restauro da fachada dos edifícios da Rua da Felicidade, envolvendo, em princípio, dez construções.

Na discussão levantada na reunião presidida pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, os membros do Conselho “concordaram em geral com a implementação do plano piloto” e abordaram ainda temas como a optimização de toldos e tabuletas, entre outros.

“A revitalização das zonas antigas é uma das tarefas importantes do Governo na promoção do desenvolvimento económico adequadamente diversificado, sustentável e de alta qualidade em Macau”, assegurou o IC.