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      InícioGrande ChinaMinistro da Defesa chinês pede mais "confiança" entre Pequim e Washington

      Ministro da Defesa chinês pede mais “confiança” entre Pequim e Washington

      O Ministro da Defesa da China pediu “mais confiança” entre Pequim e Washington durante uma reunião na terça-feira com o homólogo norte-americano, a primeira a este nível em ano e meio, foi ontem anunciado.

       

      China e Estados Unidos “devem considerar a paz como a coisa mais preciosa, a estabilidade como a coisa mais importante e a confiança como a base para as trocas”, disse Dong Jun a Lloyd Austin, de acordo com um comunicado pelo Ministério da Defesa chinês.

      “O sector militar é crucial para (…) estabilizar o desenvolvimento das relações bilaterais e prevenir grandes crises”, sublinhou Dong Jun, acrescentando que o Presidente chinês, Xi Jinping, e o Presidente norte-americano, Joe Biden, estão “determinados a estabilizar e melhorar as relações bilaterais”.

      O Ministro da Defesa chinês reafirmou ainda a posição sobre Taiwan. “A questão de Taiwan está no centro dos interesses fundamentais da China e os interesses fundamentais da China não devem ser prejudicados”, sublinhou.

      O exército chinês “nunca se calará nem se resignará perante as acções separatistas que defendem a independência de Taiwan e perante a conivência e o apoio do exterior”, declarou Dong Jun, numa crítica velada a Washington, principal apoiante militar de Taipé.

      O ministro da Defesa chinês apelou também aos Estados Unidos para que respeitem as reivindicações de soberania do país no mar do Sul da China. Pequim reivindica uma grande parte das ilhas e recifes desta vasta zona marítima, onde as tensões com as Filipinas aumentaram nos últimos meses.

      “A situação actual no mar do Sul da China é geralmente estável e os países da região têm a vontade, sabedoria e capacidade de resolver os problemas”, sublinhou Dong Jun. “Os Estados Unidos devem reconhecer a posição firme da China, respeitar sinceramente a soberania territorial, os direitos e interesses marítimos da China no mar do Sul da China e adoptar medidas concretas para salvaguardar a paz regional”, disse.

       

      Relatório dos EUA alerta para produção de fentanil na China

       

      A China está a alimentar a crise do fentanil nos EUA, subsidiando o fabrico de materiais que são utilizados pelos traficantes para fabricar a droga fora do país, segundo um relatório divulgado ontem em Washington.

      No documento, elaborado por uma comissão especial da Câmara dos Representantes, os investigadores alegam ter acedido a um portal do governo chinês que revelava descontos fiscais para a produção de precursores específicos do fentanil, bem como de outras drogas sintéticas, desde que essas empresas as vendessem fora da China.

      Em Novembro, o Presidente norte-americano, Joe Biden, e o homólogo chinês, Xi Jinping, anunciaram o reinício da cooperação bilateral no domínio da luta contra o narcotráfico, com o objectivo de reduzir o fluxo de precursores químicos e o tráfico de drogas sintéticas. Todavia, o relatório do Congresso levanta questões sobre se a China está a cumprir as suas promessas.

      As conclusões do relatório foram divulgadas no âmbito de uma audiência que analisou o papel da China na epidemia de fentanil nos EUA. A maioria das mortes por overdose nos EUA continua a estar associada ao fentanil e a outros opiáceos sintéticos. O fentanil barato é cada vez mais transformado noutras drogas, muitas vezes sem o conhecimento dos compradores.

      O ex-procurador-geral dos EUA, William Barr, disse aos legisladores, na audiência de ontem, que é difícil acreditar que um país com o sistema de vigilância mais difundido do mundo não esteja totalmente ciente do enorme tráfico de drogas que está a ocorrer. Barr recomendou que os Estados Unidos utilizassem o seu poder comercial e económico para obter uma maior fiscalização por parte das autoridades chinesas e sugeriu que as vítimas deveriam intentar acções civis contra empresas e indivíduos envolvidos na distribuição dos precursores e das drogas sintéticas.

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      Redacção do Ponto Final Macau