Edição do dia

Quinta-feira, 18 de Abril, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
27.5 ° C
29.8 °
26.9 °
94 %
3.1kmh
40 %
Qua
28 °
Qui
28 °
Sex
28 °
Sáb
28 °
Dom
25 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioÁsiaEconomias asiáticas em desenvolvimento devem crescer 4,6% em 2024

      Economias asiáticas em desenvolvimento devem crescer 4,6% em 2024

      A recuperação do comércio vai permitir que os países em desenvolvimento da Ásia -Pacífico, excepto a China, cresçam 4,6% este ano, afirmou ontem o Banco Mundial num relatório económico. A Ásia em desenvolvimento inclui China, Mongólia, Timor-Leste e os 10 membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático. Embora as exportações regionais de bens tenham começado a recuperar no segundo semestre de 2023, a região da Ásia em desenvolvimento pode estar exposta a políticas de distorção do comércio nos principais mercados de destino, como os Estados Unidos, China, Japão e Coreia do Sul, alertou o relatório. Estas políticas podem acabar por favorecer as empresas daqueles países, em detrimento das suas congéneres asiáticas.

      Quase 3.000 dessas políticas entraram em vigor em 2023, três vezes o número de 2019, de acordo com o banco. Em meio ao enfraquecimento do sector imobiliário e do consumo interno na China, as tentativas de reequilibrar o investimento de infraestrutura e imobiliário para o setor transformador avançado podem criar um desequilíbrio entre a capacidade de produção e a procura dentro e fora da China, alertou o banco. Os sinais de excesso de oferta, sobretudo no setor dos veículos eléctricos, começaram a alastrar a países vizinhos como a Tailândia. “Poderemos assistir ao mesmo fenómeno da queda dos preços dos painéis solares”, afirmou Aaditya Mattoo, economista-chefe do Banco Mundial para a região Ásia -Pacífico. “Certamente que estas exportações subsidiadas vão enfrentar a competição. A capacidade do mundo para absorver um choque da China é menor do que no passado”, disse. “Ironicamente, os subsídios industriais para a produção ecológica são a forma mais próxima de compensar outros países em desenvolvimento por emissões para as quais não contribuíram”, acrescentou Mattoo.

      Com menos turistas chineses do que o esperado, as chegadas de estrangeiros às economias asiáticas dependentes do turismo atingiram um patamar abaixo dos níveis anteriores à pandemia. O crescimento da produção industrial da Ásia em desenvolvimento deve diminuir meio ponto percentual se os EUA registarem um ressurgimento inesperado da inflação e taxas de juro mais elevadas. Os choques macroeconómicos na China podem provocar um declínio de 0,3%. O relatório advertiu que cada aumento de 10 pontos percentuais no rácio da dívida privada em relação ao PIB produziria um declínio de 1,1% no investimento. A dívida das empresas na China e no Vietname aumentou para mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) desde 2010.

       

       

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau