Edição do dia

Quarta-feira, 17 de Abril, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
27.5 ° C
29.8 °
26.9 °
94 %
3.1kmh
40 %
Qua
28 °
Qui
28 °
Sex
28 °
Sáb
28 °
Dom
25 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioGrande ChinaChina adverte Filipinas para pararem de imediato "infrações e provocações" no mar

      China adverte Filipinas para pararem de imediato “infrações e provocações” no mar

      Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China advertiu as Filipinas de que deverão por fim de imediato “às infrações e provocações e abster-se de minar a paz e a estabilidade”, no mar da China meridional.

       

      O aviso surge após o último incidente, no sábado, em que uma patrulha da Guarda Costeira da China disparou canhões de água contra um barco filipino. “Apesar da forte oposição da China, as Filipinas enviaram um barco de abastecimento e dois barcos da Guarda Costeira em 23 de Março, sem permissão do Governo chinês, para invadirem as águas adjacentes de Ren’ai Jiao do Nansha Qundao da China, numa tentativa de enviar materiais de construção ao navio militar encalhado ilegalmente em Ren’ai Jiao, para reparação e reforço”, declarou o porta-voz, citado pela agência Xinhua.

      A mesma fonte defendeu que a Guarda Costeira da China tomou “as medidas necessárias no mar para salvaguardar direitos, bloqueou firmemente os barcos filipinos e frustrou a tentativa das Filipinas” e acrescentou que Nansha Qundao e as águas adjacentes, incluindo Ren’ai Jiao, “sempre foram território da China”. “Isto está estabelecido no largo curso da história e cumpre com o direito internacional”, advogou. “Se as Filipinas insistirem em seguir o seu próprio caminho, a China continuará a adotar medidas decididas para salvaguardar a soberania territorial e os seus direitos e interesses marítimos. As Filipinas devem estar preparadas para suportarem todas as consequências”, insistiu.

      O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Matthew Miller, condenou as “acções perigosas” dos guarda-costeiros da China contra as operações marítimas “legais” promovidas pelas Filipinas no mar do Sul da China. Através de uma declaração, Miller repudiou “o uso repetido de canhões de água e manobras imprudentes de bloqueio por parte dos barcos” pela China, ações que provocaram “lesões” a tripulantes filipinos e “danos significativos no seu barco de reabastecimento, deixando-o imobilizado”.

      Este incidente constitui o último episódio da “repetida obstrução” por parte da China ao exercício da “liberdade de navegação em alto mar” dos navios filipinos, indicou o Departamento de Estado dos EUA em comunicado. Miller qualificou as ações da China de “desestabilizadoras” para a região e acusa o gigante asiático de demonstrar “claro desprezo” pelo direito internacional.

      O comunicado acrescenta que, segundo a decisão legalmente vinculativa do Tribunal de Arbitragem de Haia, de 2016, a China não tem “reivindicações marítimas legais” sobre as águas em redor do Second Thomas Shoal, um atol nas ilhas Spratly de soberania disputada no mar do Sul da China.

      Os Estados Unidos “reafirmam” no comunicado que o artigo IV do tratado de defesa mútua entre os Estados Unidos e as Filipinas, de 1951, abrange “os ataques armados” contra Forças Armadas, embarcações públicas ou aviões filipinos – incluindo da sua guarda costeira – em qualquer parte do mar do Sul da China.

       

       

      CAIXA

       

      Filipinas recusam ajuda dos EUA para construir porto marítimo perto de Taiwan

       

      As autoridades das Filipinas recusaram a ajuda dos Estados Unidos da América (EUA) para o projecto de um novo porto nas ilhas Batanes, perto de Taiwan, uma decisão que poderá ajudar a reduzir a tensão com a China. A governadora da província insular, Marilou Cayco, indicou que, embora tenha inicialmente solicitado fundos aos EUA para a construção do porto, acabou por pedir ajuda à Autoridade Portuária das Filipinas. O projecto visa melhorar a capacidade de carga e descarga de navios provenientes da capital filipina, Manila, durante as monções, quando as instalações existentes se tornam inacessíveis. Desta forma, as autoridades filipinas evitaram um novo ponto de fricção com a China, face à crescente presença dos EUA na região. O Canal Bashi – que separa as ilhas Batanes de Taiwan – é atravessado por um grande número de navios que navegam pelo Pacífico ocidental e pelo disputado Mar do Sul da China e, em caso de invasão de Taiwan, tornar-se-ia uma rota marítima chave. A embaixada chinesa nas Filipinas informou que os assuntos de Taiwan são “assuntos internos da China” e “nunca devem tornar-se um assunto entre a China e as Filipinas”, acrescentando que “qualquer tentativa de envolver a questão de Taiwan nas disputas marítimas entre os dois países é perigosa”.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau