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      InícioSociedadeDonos de cavalos reclamam indemnização de 100 milhões à Jockey Club

      Donos de cavalos reclamam indemnização de 100 milhões à Jockey Club

      Os proprietários de cavalos voltaram a apelar a uma intervenção do Governo para promover uma negociação com a Macau Jockey Club até meados deste mês. Numa conferência de imprensa, o grupo solicitou uma investigação profunda às perdas da Jockey Club e pediu uma indemnização devido aos cerca de 100 cavalos que se vão reformar após o fecho da empresa, num valor máximo de 100 milhões de dólares de Hong Kong.

       

      Revoltados com a forma como a Macau Jockey Club está a tratar a situação dos cavalos que vão ser reformados das corridas depois do encerramento da empresa, a partir de 1 de Abril, um grupo de proprietários de cavalos vem agora exigir uma indemnização à empresa no valor total de 100 milhões de dólares de Hong Kong.

      O grupo já apresentou o pedido de indemnização por duas vezes, através de uma carta dirigida à empresa e outra apresentada ao público. Dezenas de proprietário de cavalos convocaram no sábado uma conferência de imprensa e propuseram “cinco exigências e declarações”, incluindo a solicitação da intervenção directa do Governo, por parte de dirigentes nomeados pelo Chefe do Executivo ou de serviços competentes, de forma a iniciar as negociações entre o representante de proprietários dos cavalos e a Jockey Club no âmbito da indemnização, numa determinada data antes de 15 de Março.

      Jason Tam Siu Keung, porta-voz do grupo, disse que existem actualmente 198 cavalos activos e 100 reformados no espaço da Jockey Club, que envolvem 100 a 150 proprietários de cavalos. “Tínhamos contactado quase uma centena de proprietários de cavalos, todos estão insatisfeitos com o súbito encerramento da Jockey Club, bem como o tratamento dos cavalos e das indemnizações”, revelou Tam, citado pelo All About Macau.

      De acordo com o representante, os donos de cavalos aceitaram a proposta da empresa sobre o subsídio para o transporte de cavalos, com um limite máximo de 200 mil dólares de Hong Kong, o que, no entanto, considera ser “difícil compensar os proprietários pelas suas perdas”. O também dono de cavalos defendeu uma avaliação de forma independente do valor de cada cavalo, consoante da sua classe, idade e desempenho, para conceder uma compensação.

      “O Conselho de Administração da Jockey Club escreveu que não conseguiu dar uma compensação adicional e até satirizou os proprietários de cavalos por serem ‘cegos’ no negócio e, portanto, cometeram erros no investimento, o que fez com que se sentissem muitos zangados e indignados”, apontou.

      Assim, Jason Tam deu uma estimativa de que cada cavalo, novo, com idade dos dois aos quatro anos, valha pelo menos um milhão de dólares de Hong Kong. Mas, se for um cavalo activo que tenha cinco anos, pode haver, por exemplo, uma desvalorização de 10%, segundo a forma de cálculo de Tam, e uma desvalorização de 20% para os cavalos com seis anos de idade, dado que “os resultados nas corridas baixam à medida que o cavalo envelhece”.

      O grupo está a planear uma reunião esta semana com a chefe do Gabinete do Chefe do Executivo, Hoi Lai Fong, pretendendo ainda solicitar uma investigação profunda, por iniciativa do Executivo, sobre as perdas da Jockey Club. “A direcção da empresa afirmou ter sofrido um prejuízo total de 2,5 mil milhões de patacas ao longo dos anos, mas parece que está satisfeita com o prejuízo. Estará a esconder algo por detrás disto?”, questionou. Além disso, pediu à Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) que esclareça se a devolução incondicional do terreno do hipódromo inclui também os edifícios situados no espaço.

      Relativamente à situação em que a Jockey Club continua a negar indemnização, Thomas Lau Pong Sing, também porta-voz do grupo, afirmou que alguns proprietários de cavalos indicaram que poderá iniciar um processo legal contra a empresa. Estima-se que, entre os proprietários de cavalos na Macau Jockey Club, cerca de 60% são proprietários de cavalos oriundos de Hong Kong, e 20% de Macau e 20% do interior da China.