Edição do dia

Domingo, 21 de Abril, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva moderada
25.9 ° C
26.9 °
25.9 °
94 %
5.7kmh
40 %
Dom
25 °
Seg
25 °
Ter
25 °
Qua
25 °
Qui
29 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioGrande ChinaAntigo ministro da Defesa chinês afastado do órgão militar do Partido Comunista

      Antigo ministro da Defesa chinês afastado do órgão militar do Partido Comunista

      O portal da Comissão Militar do Partido Comunista da China deixou de incluir entre os seus membros o antigo ministro da Defesa chinês Li Shangfu, demitido em Outubro passado sem explicação oficial.

       

      Li foi destituído da pasta da Defesa em 24 de Outubro, depois de ter estado ausente da vida pública durante cerca de dois meses, sem que tenha sido dada qualquer razão para a sua ausência, que se prolonga até agora.

      No entanto, apesar da demissão como membro da Comissão Militar do Partido Comunista, o antigo ministro mantém o cargo de delegado na Assembleia Popular Nacional (APN) e a posição no Comité Central do Partido Comunista.

      Li, um general de 66 anos que assumiu o cargo em Março, foi sancionado em 2018 pelos Estados Unidos sob a acusação de ter comprado armas à empresa estatal russa Rosoboronexport.

      O ex-ministro, que foi substituído pelo antigo comandante da marinha Dong Jun, foi visto em público pela última vez no final de Agosto, pouco depois de ter feito uma viagem oficial a Moscovo e Minsk para se encontrar com altos funcionários russos e bielorrussos.

       

      Antigo MNE da China demite-se de cargo de delegado na APN

       

      O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Qin Gang, que deixou de aparecer em público em Junho passado, abdicou da sua posição como delegado no órgão máximo legislativo da China, informou a imprensa local. Qin foi demitido do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros em Julho, numa das maiores surpresas políticas dos últimos anos no país asiático.

      O antigo ministro, de 57 anos, esteve no cargo apenas sete meses antes de desaparecer da vista do público em junho passado. Um mês depois, o governo anunciou a sua demissão do cargo, e não voltou a aparecer em público. Qin foi substituído no cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros pelo seu antecessor, Wang Yi.

      Segundo um aviso do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular (órgão legislativo), a Assembleia Municipal do Povo de Tianjin aceitou a demissão de Qin como delegado à próxima sessão parlamentar anual.

      Nos portais oficiais, Qin já não consta da lista de membros do Conselho de Estado (Executivo), mas não se sabe se foi excluído do Partido Comunista da China (PCC).

      O seu desaparecimento ocorreu durante uma série de demissões nos escalões superiores do PCC, que incluíram o antigo ministro da Defesa Li Shangfu e outros oficiais militares de topo.

      Os sinais de fricção política aberta são extremamente raros na China, especialmente desde que o Presidente Xi Jinping reforçou o seu controlo sobre a política do país, em parte através de uma campanha anticorrupção que expurgou muitos dos seus presumíveis rivais.

      Acredita-se que as demissões de Qin e Li fazem parte de um esforço mais alargado para reduzir as vulnerabilidades de segurança no contexto da crescente rivalidade da China com os Estados Unidos e os seus aliados.

      A Assembleia Popular Nacional deverá realizar a sua sessão anual no início de março e deverá centrar-se na economia do país, que se encontra em dificuldades.

      A economia chinesa registou uma expansão de 5,2% no ano passado, mas prevê-se que abrande acentuadamente este ano, atolada por uma crise imobiliária, um elevado desemprego juvenil e uma enorme dívida pública local. Lusa

       

       

       

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau