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      Lei Wai Nong prevê que o PIB de Macau cresça 10,3% este ano

      Lei Wai Nong, secretário para a Economia e Finanças, está confiante num aumento de 10,3% do Produto Interno Bruto de Macau deste ano, o que implicará uma recuperação de 90% em relação ao nível de 2019, antes da pandemia. O responsável da pasta das finanças diz que foi registado um crescimento de 80,5% do PIB no ano passado e que a economia da região “tem mantido um bom ritmo de desenvolvimento”.

       

      O Produto Interno Bruto (PIB) da RAEM deverá registar uma taxa de crescimento de 10,3% este ano, defende Lei Wai Nong, secretário para a Economia e Finanças. Mostrando optimismo à evolução da situação económica de Macau, Lei Wai Nong afirmou que a economia em 2024 vai continuar a sua melhoria constante registada em 2023, e, juntamente com “novos factores favoráveis”, o PIB pode concretizar assim uma retoma até 90% do nível do PIB de 2019, da altura pré-epidémica.

      Por ocasião de uma palestra para o sector industrial e comercial organizada pela Associação Comercial de Macau, que teve lugar ontem, o secretário começou por fazer uma retrospectiva do ano passado e sublinhou que a economia de Macau “alcançou uma recuperação relativamente forte” em 2023 graças à recuperação ordenada das actividades económicas locais.

      “O PIB marcou um aumento real de 80,5%, com o PIB per capita a atingir 559.495 patacas, o que corresponde a mais de 80% do nível antes da epidemia”, revelou.

      Lei Wai Nong assinalou que a economia de Macau tem mantido um bom ritmo de desenvolvimento desde o início do ano, as condições de emprego e o ambiente empresarial melhoraram, pelo que “a confiança dos residentes e das empresas no consumo e no investimento continuou a aumentar”.

      De acordo com o governante, Macau fechou a semana dourada do passado Ano Novo Chinês com uma recepção total de 1,35 milhões de turistas, número que se aproximou ao de 2019. Entretanto, a taxa média de ocupação hoteleira atingiu 95,2%, com a taxa de ocupação do terceiro ao sexto dia do Ano Novo Lunar a ultrapassar os 97%.

      “As receitas brutas de jogo foram de 19,337 mil milhões de patacas em Janeiro, o que representa um aumento em termos anuais de 67%, e mais 4,1% do que o registado em Dezembro do ano passado”, realçou.

      Dessa forma, Lei Wai Nong indicou que a tutela da economia estipulou quatro tarefas principais para o presente ano financeiro, incluindo a continuação da melhoria dos meios de subsistência dos residentes e optimização do ambiente de negócio; aceleração da implementação do plano de diversificação económica “1+4”; aprofundamento da função de Macau como plataforma de cooperação sino-lusófona; e aceleração da construção da Zona de Cooperação Aprofundada.

      “Este ano vamos aproveitar a 6.ª Reunião Ministerial do Fórum de Macau como ponto de partida para promover a construção da Plataforma Sino-Lusófona, e as resoluções e os consensos obtidos na Reunião Ministerial serão usados como direcção e impulso para aprofundar a construção da Plataforma Sino-Portuguesa no futuro”, assumiu.

       

      NÚMERO DE UTILIZADORES DO MPAY CRESCEU 35%

       

      A plataforma MPay registou no ano passado um aumento no número de utilizadores de 35% face ao ano anterior. De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Macau Pass, Sun Ho, o volume de transacções no MPay subiu 25% em 2023, enquanto o montante de dinheiro de consumo através da aplicação cresceu 23%. Citado pelo Jornal Ou Mun, o responsável fez um balanço da plataforma ontem numa palestra industrial e comercial, sublinhando que a empresa tem vindo a procurar satisfazer as necessidades de pagamento conveniente dos residentes para compras online e pagamento transfronteiriço. Na sua opinião, a integração de serviços online e offline será ainda “aprofundada” no futuro desenvolvimento do comércio electrónico, nomeadamente o serviço de entrega de comida, compras online e de serviços de recados.

       

      CHUI SAI CHEONG APELA A MUNDANÇAS NO CONSUMO

       

      O sector empresarial de Macau deve manter-se a par dos tempos e adoptar uma mentalidade inovadora para prestar melhores serviços aos consumidores, defende a Associação Comercial de Macau. O presidente da associação, Chui Sai Cheong, salientou numa palestra que a pandemia teve grande alteração nos hábitos de vida do público e padrão de consumo dos viajantes. “Por exemplo, os consumidores da China Continental estão a procurar um estilo de vida mais ecológico e saudável”, apontou. Segundo noticiou o Jornal Ou Mun, o também deputado apelou ao sector para reforçar a competitividade, pedindo ao mesmo tempo medidas para incentivar o ambiente de negócio nas zonas residenciais, sobretudo na zona Norte da cidade.