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      Início Sociedade Deputado quer mais talentos locais para a área da cibersegurança

      Deputado quer mais talentos locais para a área da cibersegurança

      O deputado Ma Io Fong quer alargar a escala de formação de quadros qualificados para o sector da cibersegurança. Notando o aumento de ciberataques contra infra-estruturas críticas de Macau nos últimos anos, o legislador espera que mais pessoas se dediquem ao sector da defesa cibernética. Sugeriu ainda tomar como referência o Reino Unido para lançar programas nas escolas e universidades de generalização dos conhecimentos de cibersegurança, tecnologia e informática.

       

      A cibersegurança em Macau está a preocupar Ma Io Fong, tendo o deputado apresentado uma interpelação escrita a questionar o Executivo sobre o andamento da formação de profissionais para a área da cibersegurança. O deputado alerta para a pressão nos recursos humanos nessa área e diz que o desenvolvimento do sector da defesa cibernética em Macau “está ainda a dar os primeiros passos”.

      Na interpelação, Ma Io Fong solicita medidas para uma promoção generalizada sobre os conhecimentos tecnológicos e da informática junto aos cidadãos, bem como reforçar o apoio à educação da cibersegurança quer no ensino superior quer nas escolas secundárias.

      O deputado enfatizou que o uso da internet hoje em dia é uma constante na vida dos residentes, e os serviços electrónicos tornaram-se uma tendência do desenvolvimento do governo e das empresas devido ao rápido avanço das tecnologias de informação e de comunicação.

      “É evidente que a sociedade e o mundo cibernético formaram uma relação interdependente, pelo que a forma de explorar e cultivar talentos de cibersegurança tornou-se uma questão importante para todas as regiões na sua modernização e desenvolvimento, no âmbito de garantir o funcionamento eficaz e a segurança do espaço cibernético”, realçou.

      Desse modo, o deputado destacou os dados publicados pelo Governo a referir que “o número de ataques cibernéticos e de acções de espionagem às infra-estruturas críticas de Macau tem vindo a aumentar anualmente”. Ou seja, a média diária que em 2020 era de 1.850 vezes aumentou drasticamente para 5.800 vezes nos primeiros três trimestres de 2023. Recorde-se que o secretário para a Segurança alertou para “os severos provenientes de organizações de hackers profissionais ou até mesmo de actividades dos hackers em contexto nacional”.

      “Os dados demonstram plenamente que Macau está a enfrentar os riscos e as ameaças cibernéticas. Embora o sistema de cibersegurança seja basicamente capaz de dar uma resposta eficaz, as autoridades admitem que os talentos em matéria de cibersegurança são muito escassos e que existem grandes dificuldades no recrutamento de pessoal, esperando que mais estudantes possam desenvolver a sua carreira na direcção relevante”, sublinhou o deputado.

      Ma Io Fong, assim, apontou que o trabalho para cultivar quadros qualificados da cibersegurança concentra-se no ensino superior e formação contínua, já o projecto sobre a formação de alunos do ensino não-superior na área da inovação científica e tecnológica – “Ciência e Tecnologia da Vila da Juventude” – disponibiliza apenas 100 vagas por ano, o que pode não satisfazer a futura procura do sector.

      Muitos países já mudaram o foco da formação de talentos do ensino superior para o ensino não-superior, segundo Ma Io Fong, dando o exemplo do Reino Unido, cujo governo implementou o programa CyberFirst nas universidades e escolas secundárias. O programa visa identificar e incentivar um leque diversificado de jovens talentosos a enveredar por uma carreira no domínio da cibersegurança. O também docente pediu um seguimento da experiência do estrangeiro para as autoridades prestarem assistência relevantes aos estabelecimentos escolares em Macau.